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Louis Dreyfus adia decisão sobre plano para capitalização

Margarita Louis-Dreyfus, herdeira da multinacional francesa de commodities, diz que planos de capitalização foram adiados.

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A francesa Louis Dreyfus Commodities, uma das quatro maiores tradings de produtos agrícolas do mundo, adiou qualquer decisão sobre uma eventual capitalização – lançamento de ações em bolsa, venda de participação ou fusão – em virtude da crise internacional.

Margarita Louis-Dreyfus, herdeira e chamada de rainha de um vasto império de trigo, laranja, açúcar, algodão, petróleo e gás natural, disse ao Valor, em Davos (Suíça), que sua atitude no momento é “wait and see”.

“Meu foco é crescer. E não vale a pena lançar ações hoje por causa da volatilidade nos mercados financeiros. Todo mundo está inseguro, os mercados reagem com pânico e punindo empresas”.

Sobre a possibilidade de uma fusão ou da venda de uma participação – para um fundo soberano, por exemplo -, como já foi especulado no mercado, ela retrucou, firme: “Tenho apoio dos bancos para continuar expandindo os negócios. Por que perder nossa independência? Quando o cenário mudar, aí vamos ver”. Ela insiste que, mesmo que os bancos “não estejam bem e estejam cuidadosos para financiar qualquer coisa”, sabem reconhecer também os bons clientes. “E podemos fazer bons negócios”.

O maior sinal de que a Dreyfus poderia abandonar seu status de companhia fechada após 160 anos veio com as informações, em 2011, de que Margarita teria contratado o banco Credit Suisse para preparar um potencial IPO ou uma venda parcial, após supostas negociações fracassadas de fusão com as rivais Olam, Glencore e Bunge.

Em Davos, a herdeira reiterou que, no momento, seu projeto é ampliar os negócios, mas que está aberta a outras decisões: “Faço o que for melhor para o negócio”.

Rompendo o tradicional segredo que ronda as finanças das tradings fechadas, ela revelou ao Valor que o faturamento da empresa foi de US$ 60 bilhões no ano passado, um incremento de 30%, mas que o lucro caiu entre 20% e 30% em relação ao ganho de US$ 1 bilhão obtido em 2010.

A explicação, conforme o CEO do grupo, Serge Schoen – que chegou durante a entrevista com Margarita Louis-Dreyfus -, é que 2010 foi excepcional e o resultado voltou ao nível normal em 2011.

Segundo a revista francesa “Le Point”, durante o verão de 2010, com os campos de trigo queimando na Rússia e a tonelada do cereal a € 230 no mercado internacional, a Dreyfus ganhou muito dinheiro e alguns assessores do grupo teriam sugerido a Margarita que aproveitasse o boom para vender o negócio de commodities – ou seja, a parte essencial de seus ativos.

Ao ouvir essa versão, Margarita apenas sorri: “Publicam tanta coisa sobre mim sem me perguntar que nem dou mais atenção”.

A Louis Dreyfus está presente em 55 países e sua maior base operacional é no Brasil. Agora, projetos prioritários são África, Rússia e Ucrânia. Margarita vê muita demanda global por alimentos. Quanto aos preços, ela acredita que um problema são as restrições a exportações impostas por alguns países, a começar pela Rússia.

A base no Brasil é grande, mas a herdeira diz que não há limite para expansão. Ela revelou que o grupo investirá US$ 500 milhões este ano no país, principalmente em suco de laranja, na concessão do porto de Itaqui (Maranhão), em açúcar e etanol e em armazéns de café.

“Temos boas conexões com o governo brasileiro para resolver problemas, queremos crescer junto com o país”, afirmou, realçando que a Dreyfus é uma das maiores exportadoras brasileiras.

Do faturamento de US$ 60 bilhões em 2011, dois terços foram provenientes de negócios com mercados emergentes. E 50% deles foram exportações para a Ásia, o que significa essencialmente China. “Fazemos a intermediação entre o produtor brasileiro e o consumidor chinês”, diz Serge Schoen.

A Dreyfus é o “D” do grupo das “ABCD”, que domina o mercado mundial de commodities agrícolas e é formado também pelas tradings americanas ADM, Bunge e Cargill.

Quando o mercado estava em alta, várias tradings aproveitaram para lançar ações ou vender participações para fundos soberanos. A Glencore, por exemplo captou US$ 10 bilhoes em IPO em Londres e Hong Kong em 2011. A Trafigura, segunda maior em metais e terceira em petróleo, também tinha planos para lançar ações.

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