Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 201,42 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 202,23 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
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Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 198,59 / cx
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SLC Agrícola quer triplicar de tamanho até 2020

“Temos uma geração de caixa anual de R$ 300 milhões. Com esses recursos, conseguimos realizar a expansão programada até 2015”, afirma Arlindo Moura.

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SLC Agrícola quer triplicar de tamanho até 2020

Nos últimos meses, a cúpula da SLC Agrícola, que tem uma das maiores áreas de plantio de grãos e algodão do Brasil, sentou à mesa por diversas vezes para por no papel o que a empresa quer fazer e ser até 2020. Neste mês, o conselho respaldou decisões que extrapolam o “mero” desafio de crescer com eficiência em área cultivada. A companhia vai começar a plantar cana-de-açúcar e pretende estrear nos próximos anos também sua atuação internacional: plantar soja em Moçambique.

Com faturamento próximo de R$ 1 bilhão e área plantada de 250 mil hectares na safra 2011/12, a SLC Agrícola planeja quase triplicar de tamanho nos próximos oito anos. Até 2015, deve atingir cultivo de 410 mil hectares, já incorporando a cana no seu atual portfólio formado por soja, milho, algodão e alguns cereais de inverno. Até 2020, o foco é avançar para 700 mil hectares plantados, dos quais 20% fora do país. “Na safra 2015/16 já estaremos com área de escala comercial na África”, garante Moura.

Investimentos estimados e prazos exatos ainda não podem ser divulgados pela companhia sem anúncio prévio a seus acionistas na BM&FBovespa, onde tem capital aberto e integra o Novo Mercado. “O que posso dizer é que temos uma geração de caixa anual de R$ 300 milhões. Com esses recursos, conseguimos realizar a expansão programada até 2015”, diz Moura.

O que ele adianta é que a estratégia de expansão traçada pela empresa prima pela diluição de riscos, tanto os financeiros, como os operacionais. E quase triplicar de tamanho com as mesmas culturas – soja, milho e algodão – elevaria em demasia esses riscos. Foi quando se pensou, há seis anos, na cana-de-açúcar. A gramínea, afirma o executivo, só perde em rentabilidade para o algodão, superando, portanto, a soja e o milho.

Dessa forma, todas as 14 fazendas da empresa foram testadas com mudas de cana ao longo dos últimos anos. A partir de um acordo firmado com um grupo sucroalcooleiro, a SLC Agrícola decidiu iniciar o cultivo em uma fazenda em Mato Grosso do Sul, perto do municipio de Costa Rica e da unidade da ETH Bioenergia, do grupo Odebrecht.

Em 2013 começa o plantio de 3 mil hectares de cana nessa fazenda, até então dominada por soja, milho e algodão. Mas no horizonte, a empresa enxerga, a princípio, alcançar uma área de 50 mil hectares até 2020. “Esses planos serão revistos a cada três anos e sabemos que o potencial é maior”. Moura afirma que neste momento negocia com grandes grupos sucroalcooleiros parceria no fornecimento da matéria-prima nas novas áreas de expansão canavieira.

Na África, os estudos da SLC Agrícola também já começaram. Clima e topografia moçambicanas trazem similaridades com o encontrado em Mato Grosso, e o solo é até um pouco mais argiloso, sinal, segundo Moura, de que os gastos com fertilizantes tendem a ser menores do que no Brasil. Estudos mais específicos sobre regimes de chuvas também já constam nas planilhas da companhia, que pretende antes de 2015 iniciar o plantio experimental de soja no país.

Os primeiros quatro anos de atuação na África devem se restringir ao cultivo de soja, cultura que traz riscos menores – econômicos e tecnológicos – do que o algodão, por exemplo, explica o executivo.

Neste momento, conta Moura, a empresa mantem conversas com a Embrapa para definir que cultivares tendem a se adaptar melhor às terras moçambicanas. “Mas, basicamente serão as mesmas sementes usadas no Cerrado brasileiro”.

As terras no país africano pertencem ao governo, que oferece concessão de uso, por uma taxa de valor simbólico, por 50 anos, renováveis por igual período, explica o executivo. A princípio, a empresa planeja aportar capital para produzir por apenas cinco décadas. Novas definições de investimento virão na medida em que ficarem claras as condições de renovação.

A decisão pela África, conta o executivo, veio depois de a SLC Agrícola prospectar negócios em outros lugares do mundo. “Visitamos países na América do Sul, como Colômbia, Paraguai e Uruguai, Rússia, Ucrânia e também outros países africanos”, relata.

A empresa chegou a negociar com um fundo para investir na Rússia e na Ucrânia, mas declinou diante das maiores vantagens trazidas pela África.

O lugar escolhido foi Moçambique, não à toa, o epicentro dos investimentos brasileiros na África. “Há mais estabilidade política e incentivos do governo”. A companhia já tem mapeados até municípios onde deve se instalar, mas ainda são mantidos sob segredo para não despertar o apetite da concorrência, brinca o executivo.

O primeiro grande salto da SLC Agrícola ocorreu há cerca de 30 anos. Naquela época, o patrimônio de terras da empresa se resumia a uma fazenda de menos de 2 mil hectares em Horizontina (RS). Os acionistas, vindos de três famílias de descendentes de alemães, decidiram vender a propriedade por R$ 3 milhões, distribuíram entre si R$ 2 milhões, e com R$ 1 milhão compraram a fazenda Parnaúba, no Maranhão, com 26 mil hectares, conta Moura.

E chegar à África hoje é como ir para o Maranhão há 30 anos, diz o executivo, referindo-se às dificuldades logísticas já mapeadas por lá. Em um país como o Brasil, a necessidade de abrir e construir estradas transformou a SLC Agrícola numa expert no assunto. “Cada uma de nossas 14 fazendas têm, em média, 300 quilômetros de estradas construídas pela própria empresa, entre vias dentro da fazenda e vicinais (de ligação a rodovias)”, afirma o executivo.

Empresa está na etapa final de captação para a Land Co.

Por De São Paulo No ano passado, a SLC Agrícola anunciou sua primeira mudança estrutural ao criar a Land Co., uma empresa especializada em compra, desenvolvimento e venda de terras. O diretor-presidente da companhia, Arlindo Moura, conta que negociou durante todo o ano de 2011 a entrada de fundos soberanos como sócios do negócio, mas as instabilidades jurídicas criadas no país para compra de terras por estrangeiros minaram a negociação. “Estávamos com o cheque na mão. Mas na última hora, a insegurança falou mais alto”, recorda Moura.

Mas, em meio à escassez de terras e recursos naturais para agricultura no mundo, não faltou parceiros para a Land. Co. O executivo afirma que neste momento está em negociações finais com dois fundos de investimentos nacionais, mas que realizam captações de recursos no exterior, para entrarem como sócios no negócio. A SLC Agrícola quer vender 49% das ações ordinárias da Land. Co. A companhia brasileira ficaria com os 51% restantes, a partir de um aporte de 58 mil hectares de terras na nova empresa, de fazendas localizadas no Maranhão e na Bahia.

Na época em que negociou com os fundos soberanos, a SLC Agrícola previa vender os 49% por US$ 220 milhões. Segundo apurou o Valor, a negociação com os fundos nacionais também passa por um valor próximo. “Esperamos um retorno de 20% ao ano com a Land Co., resultado da valorização trazida pelo desenvolvimento da fazenda e do próprio mercado de terras”, diz Moura.

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