Surtos em suínos domésticos e javalis crescem, com destaque para a disseminação em novos países
Relatório da EFSA aponta avanço da PSA em porcos e javalis com casos na Espanha e Romênia

O número de surtos de peste suína africana (PSA) em suínos domésticos na União Europeia aumentou 76% em 2025, chegando a 585 registros. O avanço veio acompanhado de um crescimento de 44% nos casos em javalis, conforme aponta o relatório epidemiológico anual da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).
A detecção do vírus em javalis na Espanha, em novembro, após 31 anos sem registros, elevou para 14 o total de países do bloco afetados pela doença. Apesar da alta anual, o volume de surtos em granjas ainda permanece abaixo dos níveis observados entre 2018 e 2023, com exceção de 2022, refletindo a queda registrada em 2024.
A Romênia concentrou a maior parte dos casos em suínos domésticos, respondendo por 81% dos surtos em 2025. Também houve aumento de registros na Croácia, Estônia e Letônia. A maioria dos focos, cerca de 91%, ocorreu em propriedades com menos de 100 animais. O comportamento sazonal indicou um pico durante o verão, embora em alguns países esse aumento tenha sido mais prolongado e menos intenso.
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Entre os javalis, os surtos atingiram 11.036 casos, o maior nível desde 2021, ante 7.677 registros no ano anterior. A Polônia respondeu por 31% das ocorrências. Dois episódios de translocação chamaram atenção das autoridades sanitárias. Na Catalunha, na Espanha, os primeiros casos desde 1995 não apresentaram relação genética com cepas já conhecidas na Europa, sem identificação da origem. Situação semelhante foi observada na Alemanha.
Em países como Hungria, Itália, Polônia, Romênia e Eslováquia, houve concentração de casos no inverno entre javalis, enquanto outros Estados-membros não apresentaram padrão sazonal definido. Por outro lado, campanhas regionais de controle obtiveram resultados positivos na República Tcheca e no sul da Itália.
A União Europeia ampliou a vigilância da doença ao longo do último ano, com a análise de mais de 518 mil amostras de suínos domésticos e 618 mil de javalis. A vigilância passiva foi responsável pela identificação de 84% dos surtos em granjas e 73% dos casos em animais selvagens. A EFSA recomenda que os países mantenham esse tipo de monitoramento como prioridade no combate à doença.
Fonte: Pig World























