Crescimento foi de 56,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Receita líquida da Eucatex atinge R$ 899,1 milhões

A Eucatex, uma das maiores produtoras de painéis de madeira do Brasil, com atuação também nos segmentos de tintas e vernizes, pisos laminados, divisórias e portas, registrou receita líquida de R$ 232,5 milhões no quarto trimestre de 2011 e de R$ 899,1 milhões no acumulado do ano, crescimento de 13,2% em relação a 2010.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos e depreciações/ amortizações) entre outubro e dezembro de 2011 ficou em R$ 55,9 milhões, um crescimento de 56,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, e com margem Ebitda de 24,1%, contra 16,7% dos últimos três meses de 2010. No total de 2011, o Ebitda ficou em R$ 210,4 milhões e o lucro líquido em R$ 88,2 milhões.
– Os resultados do quarto trimestre, bem como do acumulado do ano, mostram uma empresa sólida e em desenvolvimento, mesmo com o PIB do país ficando abaixo das primeiras projeções para 2011, com reflexo na desaceleração do crescimento da indústria moveleira e da Construção Civil – avalia José Antonio Goulart de Carvalho, vice-presidente executivo e diretor de Relações com Investidores (RI) da Eucatex.
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A receita bruta da Eucatex apresentou elevação de 7,1% no quarto trimestre de 2011, em relação ao mesmo intervalo de 2010, atingindo R$ 286,1 milhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 12,2% em comparação a 2010, registrando R$ 1,1 bilhão.
O segmento de madeira cresceu 14,7% nos últimos três meses de 2011. Considerando o período de janeiro a dezembro, houve variação positiva de 18% sobre 2010, sendo que parte desse resultado está associada ao faturamento da nova linha de T-HDF/MDF. No segmento de tintas, a companhia revisou sua política de vendas, principalmente de complementos, registrando crescimento na receita bruta de 6,8% no quarto trimestre e 9,5% no acumulado do ano de 2011.
Entre os investimentos realizados pela Eucatex em 2011 destacam-se: os lançamentos das novas linhas de pisos laminados em Botucatu (SP), de portas e painéis e de pintura em Salto (SP); a instalação de prensa de BP em Salto, que aumentará a capacidade de revestimento desse tipo de produto em 7,2 milhões de m² por ano; a construção de áreas de estocagem e novos galpões que serão utilizados para linhas de acabamento em Salto; a aquisição de equipamentos complementares para a linha T-HDF/MDF, que aumentarão a sua capacidade e reduzirão os custos; a ampliação de capacidade de limpeza de materiais reciclados; e os investimentos em plantio de florestas, totalizando 5 mil hectares.
Integrante do Nível 1 da BM&FBovespa desde 2010, a Eucatex encerrou o quarto trimestre de 2011 com suas ações PN (EUCA4) cotadas a R$ 6,59. O valor de mercado no período ficou em R$ 610,4 milhões, representando 3,3 vezes o Ebitda anualizado e, aproximadamente, 61% do valor patrimonial.
Prova de sua preocupação em praticar o desenvolvimento sustentável, a Eucatex foi a primeira empresa do setor a conquistar a ISO 9001, no ano 2000. A companhia ainda possui o ISO 14001 e o Selo Verde, certificado concedido pelo Forest Stewardship Council (FSC) que atesta que suas florestas são manejadas de acordo com rigorosos padrões ambientais, sociais e econômicos. A empresa ainda mantém uma área de 45,8 mil hectares de florestas no estado de São Paulo.
A companhia foi pioneira também ao implantar a primeira linha de reciclagem de resíduos de madeira em escala industrial na América do Sul. Os equipamentos permitem que o material captado em um raio de aproximadamente 120 quilômetros da unidade de Salto (SP) seja utilizado como matéria-prima na produção de chapas e como biomassa para queima em suas caldeiras.
A capacidade total de processamento é de 240 mil toneladas por ano, equivalentes a, aproximadamente, dois milhões de árvores, 470 mil m³ de madeira em pé ou 1.500 hectares de florestas plantadas. O investimento para manter esse volume de madeira, considerando um ciclo de sete anos em terras e plantio seria de cerca de R$ 200 milhões. Além do aspecto do custo, esse processo de reciclagem de madeira evita que o material seja destinado a aterros sanitários das cidades.





















