O encontro articulado pelo Deputado Federal, Valdir Colatto, teve a participação de entidades catarinenses ligadas ao setor de aves e suínos.
Presidente da ACCS participa de reunião em Brasília sobre crise da suinocultura

Com o objetivo de discutir e buscar soluções para a crise da suinocultura e o Preço Ju$to Para Produzir, o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS, Losivanio de Lorenzi, participou ontem, em Brasília, 20, de uma audiência com o Ministério da Agricultura, Ministério da Fazenda e Conab. O encontro articulado pelo Deputado Federal, Valdir Colatto, teve a participação de entidades catarinenses ligadas ao setor de aves e suínos. Para Lorenzi a audiência foi muito importante, pois os produtores não estão sendo atendidos pelas promessas feitas pelo Governo durante o manifesto da suinocultura. “As renegociações das dívidas aconteceu para alguns, porém perderam o crédito, não podendo sequer pegar o financiamento de retenção das matrizes que seria extra-cota. O preço mínimo do suíno veio, contudo quando o valor de mercado já ultrapassava o estabelecido pelo Governo que era R$2,30. Liberação de linha de crédito para frigoríficos não aconteceu, devido à burocracia e as garantias que teriam que colocar a qual os mesmos não tinham, ou seja, nada do que o Governo prometeu o setor conseguiu adquirir” declarou o presidente.
De acordo com Lorenzi, em 2012 as perdas da suinocultura estão superando as de 2011. “Ano passado o suinocultor registrava um prejuízo de R$ 41,00 por animal e 2012 já ultrapassou os R$ 48,00 por animal” explica. O presidente diz que a tendência é de um abandono da atividade de forma cada vez mais acentuada. “A suinocultura é uma atividade de grande importância para economia do país e principalmente para o Estado de Santa Catarina, porém, a crise da suinocultura está no limite, precisamos de uma atenção especial por parte do Governo Federal para tentarmos reverter esta situação e não perder este Estado de excelência sanitária” diz. “Para resolver todo este problema acredito que tenhamos que ter maior empenho do Governo do Estado e ainda, a intervenção da Presidente Dilma, vamos tentar agendar uma audiência o quanto antes para evitar um maior abandono do produtor da atividade” diz Lorenzi.
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho se comprometeu em agilizar a liberação de milho Conab para o Estado e buscar uma política emergencial através de subsídio para o milho ou a compra por parte da Conab, e continuar assim a comercialização de venda a balcão. De acordo com Mendes Ribeiro Filho, o Mapa está trabalhando no sentido de adquirir uma quantidade maior de milho para venda Balcão, programa da Conab que comercializa o grão a preço subsidiado para pequenos criadores rurais e agroindústrias de pequeno porte. De janeiro a agosto, as negociações por meio dessa operação alcançaram 326,9 mil toneladas, valor 147% superior as 132,2 mil toneladas arrematadas no mesmo período de 2011. A Companhia, aliás, vai aumentar o envio semanal da oleaginosa para Santa Catarina. Atualmente, a remessa tem variado entre 4 mil e 5 mil toneladas por semana, restando ainda 23,5 mil toneladas para ser encaminhada ao estado. Essa medida emergencial, segundo Mendes, auxiliará os produtores enquanto alternativas estão sendo analisadas.
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