Negociações já garantem pelo menos um recorde à safrinha do MT. Volume vendido no mercado futuro atingiu nível que era esperado para julho.
Venda antecipada

O bom momento do mercado internacional, que a reboque carrega o milho, tem agitado os negócios no Brasil e no MT. Se o plantio segue lento por conta das chuvas que não deixam liberar hectares para semeadura do grão, as negociações seguem soltas e já garantem pelo menos um recorde à safrinha mato-grossense: o volume negociado de milho no mercado futuro atingiu nível que só visto no Estado a partir de julho. Quem planta quer garantir rentabilidade e quem compra se antecipa para evitar novas altas sobre o grão no decorrer do segundo semestre.
Conforme boletim semanal divulgado ontem (28) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o primeiro levantamento de comercialização de milho revela que 28,8% da produção está comprometido no mercado futuro. “Em anos anteriores, 2008 e 2009, por exemplo, este percentual foi atingido somente um julho. Este fato, em pleno plantio, chama atenção e reflete não apenas a necessidade de compra de insumos, que em sua maioria foi feito na base de troca, como também a atratividade dos preços no mercado futuro de milho neste início do ano”, aponta o boletim.
Conforme a análise do Instituto, em Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá, município que faz a maior safrinha do Estado, a saca esteve cotada a R$ 22,50, enquanto no ano passado foi negociada R$ 10, incremento de 125%. A região sudeste se destaca com 32,6% do grão comercializado, seguido pela região médio norte, com 29,6%, e o centro-sul, com 29,3%. O Imea projeta até o momento, uma área planta cerca de 7% inferior ao registrado no ciclo passado, a cobertura passaria de 1,94 milhão de hectares para 1,81 milhão.
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