Fonte CEPEA
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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,40 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,50 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 141,66 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.399,86 / t
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Nutrição

Ração de batata-doce

Substituição de insumo traz ganhos econômicos, sociais e ambientais na criação de frangos coloniais. Pesquisa está sendo desenvolvida pela Embrapa.

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Ração de batata-doce

A produção de ração no Brasil cresceu de forma expressiva nos últimos 15 anos, em torno de 7,4%. A base da formulação da ração convencional tem como componente energético o milho. Em busca de aproveitar resíduos disponíveis nas propriedades rurais para garantir maior agregação de valor à agricultura familiar, a Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) está indicando o uso da ração a base de farinha de batata-doce, especialmente na criação de frangos coloniais.

Trocar o milho por batata-doce é a estratégia para diminuir custos para o produtor, ter maior renda de produção, simplificar a oferta de alimento às aves, facilitar o manejo e contribuir com a preservação do meio ambiente.

“Estamos trabalhando com o sistema colonial de produção de frangos, abatidos após 85 dias, onde a ração das aves deve ser adaptada à idade do animal. Toda a ração deve fornecer energia (por exemplo, milho ou batata-doce), proteína (por exemplo, farelo de soja ou girassol ou farinha de folhas de mandioca), vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais”, esclarece João Pedro Zabaleta, pesquisador responsável pelo projeto de pesquisa com aves coloniais.

A ração a base de batata-doce para aves é viável pelo fato de que o produtor comercializa a parte nobre da batata-doce – as de tamanho médio e de melhor aspecto visual – para o consumo humano e os resíduos que ficam na lavoura transformam-se em farinha, que adicionada a uma formulação adequada – vitaminas, minerais, proteínas e aminoácidos – é oferecida às aves.

“O resíduo é transformado em energia, ou seja, em carnes e ovos, com custo muito baixo, está se aproveitando o que se tornaria lixo”, adverte Zabaleta.

Essa farinha passa por um processo de trituração, secagem ao sol, moagem e embalagem (em sacos plásticos), que possuem uma durabilidade de até dois anos. Nas lavouras de batata-doce da região estudada, região central do Rio Grande do Sul, sobram em termos de resíduos cerca de sete a dez toneladas.

Benefícios econômicos, sociais e ambientais

Para o agricultor familiar que cultiva batata-doce o uso dos resíduos é mais conveniente que a aquisição de milho, ou mesmo do plantio do milho. A sua utilização permite que o produtor tenha maior renda e ainda diversifica a oferta de alimentos para os consumidores, através da produção de frangos coloniais.

Além disso, ganhos ambientais também são destacados como a diminuição da viagem dos insumos (o milho), menor aplicação de agroquímicos e aproveitamento do produto em toda sua potencialidade (resíduos da batata-doce).

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