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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
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Saúde Animal

Camargo Neto defende que Brasil pare de vacinar rebanho contra aftosa

Presidente da Abipecs acredita que parar de vacinar o rebanho contra a febre aftosa seria uma atitude condizente com o status alcançado pelo País de maior exportador mundial de carne bovina.

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Camargo Neto defende que Brasil pare de vacinar rebanho contra aftosa

Pedro de Camargo Neto, pecuarista e presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína – ABIPECS, defenderá hoje (31), na 34ª Expointer, em Esteio (RS), que parar de vacinar o rebanho brasileiro contra a febre aftosa seria uma atitude condizente com o status alcançado pelo País de maior exportador mundial de carne bovina. “Não é tão difícil. E é muito mais econômico do que continuar a vacinar, impondo custo elevado ao setor produtivo”.

Para o presidente da ABIPECS, “‘vigilância e emergência sanitária devem existir ou não tem sentido falar em parar de vacinar. Decidir continuar a vacinar, portanto, seria a confirmação de que os serviços públicos de saúde animal não têm a qualidade que deveriam ter. Um país com uma pecuária moderna, com a pretensão de ser o maior exportador, obrigatoriamente deve incluir serviços de saúde animal de qualidade”, defende.

Camargo Neto foi convidado pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, que realizará uma audiência pública hoje, às 18 horas, sobre “Status Sanitário do Rebanho do RS”. O evento acontece na Casa da Assembleia Legislativa, no Parque Assis Brasil.

Segundo o presidente da ABIPECS, que foi fundador e presidente do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária de Corte – FUNDEPEC, de 1991 a 2000, “parar de vacinar exige ter a certeza de que os serviços de saúde animal garantirão permanente vigilância e, na eventual ocorrência de foco da doença, ajam com a presteza e a competência que a emergência exige, restringindo a propagação do vírus e limitando os prejuízos”.

Para Camargo Neto, não parece tão difícil contar com serviços de saúde animal de qualidade, pois o Brasil não teria chegado onde chegou. “Os progressos obtidos foram significativos. Saímos de milhares de focos, em 1990, para uma situação de praticamente erradicação em menos de uma década”, lembra.

Porém, adverte: “o sucesso obtido precisa ser redobrado. As ações dos setores público federal e estaduais em conjunto com o setor privado precisam ser valorizadas. Auditorias permanentes que identifiquem eventuais falhas a tempo de reagirmos precisam ser montadas. Não podemos aceitar retrocessos que são identificados somente com a entrada do vírus”.

Avanços nos anos 1990 – O plano de erradicação da febre aftosa no território nacional tem muitas décadas. Avançou-se, porém, a partir do início dos anos 1990, quando com uma vacina de qualidade melhorada, o crescimento da participação do setor privado e, seguindo a orientação da Organização Internacional de Saúde Animal – OIE, elevaram-se os índices de cobertura vacinal em regiões que se ampliavam e abrigavam cada vez maior rebanho. A década de 1990 foi de muito progresso, destaca Camargo Neto.

A conquista de regiões com status de livres de febra aftosa, mantida a vacinação regular, possibilitou ao Brasil ampliar as exportações de carne bovina, tornando-o o maior exportador em termos de volume, mesmo que perca a posição quando se avalia a receita.

Conquista de mercados – Alguns importantes mercados mais exigentes, para os quais é indispensável a total eliminação da vacinação para aceitarem a entrada de carne, ainda não foram conquistados. O estado de Santa Catarina foi além, trabalhando para obter o reconhecimento do status máximo da OIE, livre sem vacinação, e começa a ver seu esforço reconhecido com abertura dos mercados de melhores preços, diz Camargo Neto.

Retrocesso na última década – Nos últimos dez anos, porém, na maior parte do Brasil com status de livre de febre aftosa com vacinação, e que abriga a maior parte do rebanho bovino, deixou-se de avançar. “Talvez por termos enfrentado alguns focos da doença no Rio Grande do Sul, em 2001, e em Mato Grosso do Sul, em 2005, parece que desistimos de dar sequência ao processo de erradicação da doença. Vacinar nunca foi o fim, e sim o instrumento para atingirmos a erradicação”, acrescenta Camargo Neto.

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