Cadeia produtiva da suinocultura aguarda com expectativa os resultados da missão oficial de Santa Catarina à Coreia e ao Japão que se encerra neste sábado.
Carne suína para Ásia

A Coreia do Sul, país que importa 400 mil toneladas de carne suína por ano, recebeu com entusiasmo a participação do governador Raimundo Colombo e dos dirigentes do sistema sanitário, entre eles, Enori Barbieri (Cidasc e Faesc). “A presença do governo dá tranquilidade ao país importador pois assegura o compromisso oficial com qualidade e sanidade”, observou Gouvêa.
Até dia 10, a Coreia se posicionará a respeito do relatório do Ministério da Agricultura do Brasil sobre questões levantadas pelos coreanos e, segundo o Sindicarne, completamente atendidas pelo MAPA. A delegação também manteve encontro com a Associação dos Importadores, que já conhece a qualidade do frango brasileiro.
As expectativas são boas, mas o Brasil disputará o fornecimento da carne suína com outros 17 países. “Temos qualidade e preço, somos competitivos”, resume o diretor que prevê a possibilidade do Brasil fornecer até 20% das necessidades daquele país.
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No Japão, os contatos iniciaram ontem. Os japoneses importam 1,2 milhão de toneladas de carne suína. Missão japonesa esteve em SC em setembro, mas ainda não apresentou o relatório da visita. É o resultado desse documento que determinará se o Estado barriga-verde exportará para o Japão. Os catarinenses teriam estrutura para atender até 10% do consumo japonês.
Se o Brasil receber o certificado sanitário da Coreia e do Japão, disputará o fornecimento com alguns gigantes do setor cárneo, como os Estados Unidos. “Mas uma coisa é certa: se alguma região brasileira exportar carne suína para a Ásia, será Santa Catarina.”





















