UE cobra a devolução de subsídios mal aplicados no país. Foram 105 milhões de euros liberados pelo bloco.
Grécia em apuros
A União Europeia cobra da Grécia a devolução de € 105 milhoes em subsídios liberados ao segmento de algodão da Grécia, por causa de deficiências constatadas no sistema de controle da produção da commodity no país, um dos que estão com a credibilidade mais arranhada no bloco.
A decisão de Bruxelas joga luz sobre a política de subsídios ao algodão na Europa, justamente quando o Brasil se prepara para retaliar os Estados Unidos em consequência da manutenção de centenas de milhoes de dólares em subvenções que Washington concede de maneira ilegal aos produtores americanos.
No total, a UE busca recuperar, junto a vários países, € 346,5 milhões correspondentes a subsídios agrícolas concedidos ou gastos de maneira “irregular”, conforme a linguagem de Bruxelas. Os países-membros da UE são responsáveis por distribuir e verificar as despesas efetuadas com o dinheiro originário da Politica Agrícola Comum (PAC), mas é a Comissão Europeia que tem de assegurar a correta utilização dos subsídios.
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A Grécia, que manipulou suas estatísticas até recentemente, também parece ter sido pródiga em facilitar a concessão de subsídios agrícolas sem controle, o que provocou enorme irritação na burocracia da União Europeia.
Mas a Grécia não está sozinha. A Polônia é outra campeã na falta de comprovação de suas despesas agrícolas, seguida por Espanha, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Estônia, Hungria, Irlanda, Itália, Holanda, Portugal, Suécia, Luxemburgo e Eslováquia.
Ou seja, a UE não apenas gasta metade de seu orçamento com subsídios agrícolas, que superam 60 bilhões por ano, como ainda tem que recorrer depois aos países para obter de volta o que comprovadamente foi fraudado.





















