Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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IGP-M

Preços agrícolas sobem menos no IGP-M

Primeira prévia do Índice Geral de Preços de Mercado de dezembro mostrou pequeno avanço.

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A primeira prévia do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) de dezembro mostrou pequeno avanço, tendo passado de 0,79% em novembro para 0,83% este mês. Apesar da alta, o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), Salomão Quadros, avalia que o resultado já mostra a possibilidade de redução da pressão sobre os preços.

“Embora o número ainda não tenha diminuído em relação à primeira prévia de novembro, a composição do índice sugere a possibilidade de uma desaceleração do IGP”, disse Quadros. Os dados que corroboram essa teoria são os principais fatores de elevação dos preços no atacado nos meses anteriores: os produtos agropecuários. As matérias-primas agropecuárias, que estavam com alta de 3,75% no mês passado, subiram 2,5% em dezembro. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 0,97%, no primeiro decêndio de dezembro, abaixo do 1,02% de alta no mesmo período do mês passado. A alta dos agrícolas caiu de 2,9% para 1,39%

Em grande parte, o recuo nos preços de alimentos foi provocado pela soja, principal produto do IPA, ao lado do minério de ferro. Ambos têm peso de 4,48% sobre o índice. A soja registrou alta de 7,08% no mês passado, e agora teve avanço bem menor, de 1,96%.

A soja é fortemente influenciada pelo mercado internacional, “que em novembro estava agitado, com muito comprador de commodity”, segundo o economista da FGV. Outro fator de pressão sobre o IPA, e que perdeu força em dezembro, foi a carne bovina, que estava com alta de 6,01% em novembro e agora avançou apenas 0,9%.

A alta era decorrência de um retorno mais forte para as exportações brasileiras, ao mesmo tempo em que havia escassez de bois, devido à seca e à crise, que levou a um menor volume de investimentos. Por isso, em 12 meses, a variação dos bovinos é de 40,91%. Agora o movimento começa a se abrandar.

Como os preços ao consumidor demoram mais para reagir, agora que o IPA começa a se desacelerar, o IPC acelera o ritmo de alta. No período, o índice avançou 0,69%, bem acima dos 0,39% registrados no mês anterior. Seis das sete classes de despesa componentes do índice registraram elevação na taxa de variação, mas o destaque foi a alimentação, que passou de 0,85% para 1,43%.

A alimentação foi responsável por cerca de 60% de todo o avanço do índice, mas Quadros lembrou que, com os produtos agropecuários desacelerando para o produtor, a tendência é que, mesmo levando ainda algum tempo, isso chegue ao consumidor.

Fora da alimentação, um dos destaques de redução de ritmo foram os combustíveis. A gasolina passou de 1,35% para 0,55% e o álcool combustível, que tinha atingido alta de 7,91% no mês passado, avançou 2,46%. No entanto, segundo Quadros, não há motivo ainda para comemorar. “Até que se tenha nova safra de álcool, pode ser que o preço volte a se acelerar, porque a safra é só lá para abril ou maio. E pode haver ainda uma pressão sobre os transportes. É comum que, antes de entrar na safra, ainda haja novos repiques”, disse.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, no período, taxa de 0,28%, acima de novembro, quando foi de 0,22%. O índice, que representa o custo da mão de obra, apresentou alta de 0,36%, ante 0,39% de novembro.

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