Cotação internacional de grãos é positiva devido ao plantio atrasado no Brasil e na Argentina. Soja e milho acumulam valorização.
Preços firmes na Bolsa

Outubro começou com a América do Sul sob os holofotes. Com a colheita adiantada nos Estados Unidos e o plantio atrasado no Brasil e na Argentina, o cenário que se desenha é positivo para as cotações internacionais dos grãos. Em alta quase ininterrupta desde julho, soja e milho acumulam valorização expressiva na Bolsa de Chicago.
Com o bushel (27,2 quilos) acima de US$ 11, a soja retomou os níveis pré-crise. Em três meses e meio, ganhou 25% na CBOT. O primeiro contrato do grão, com entrega em novembro de 2010, vale US$ 11,85 o bushel, ou US$ 26,14 a saca de 60 quilos. O preço atual é 19% superior ao praticado nesta mesma época do ano passado na bolsa norte-americana. O contrato maio/11, que serve de referência para a safra brasileira, subiu ainda mais. Hoje, vale mais de US$ 12 o bushel, cerca de US$ 26,50 a saca.
O bushel do milho (25,4 quilos), que passou o primeiro semestre do ano oscilando entre US$ 3 e US$ 4 na CBOT, rompeu a barreira dos US$ 5 no mês passado e se sustenta acima deste patamar. Desde julho, o cereal avançou 59% em Chicago, com o primeiro contrato cotado a US$ 5,63 o bushel, ou US$ 13,30 a saca. É o melhor preço em mais de dois anos.
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