Hoje, possui 729 mil hectares de soja e milho tolerantes a herbicidas.
Americano que cultiva transgênicos desde 96 conta experiência no Show Rural
Redação (10/02/2009)- No Condado de Champaign, estado de Illinois, Estados Unidos, o fazendeiro John Reifsteck assistiu a uma mudança importante em sua lavoura: assim como 55 milhões de outros produtores do mundo todo, ele passou a cultivar sementes transgênicas.
Hoje, possui 729 mil hectares de soja e milho tolerantes a herbicidas e, junto com outros milhares de agricultores americanos que também adotaram a tecnologia, garantiu a força da agricultura de seu país no cenário mundial. Em rápida passagem pelo Brasil, a convite do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Reifsteck vai contar sua experiência em Cascavel, Paraná, durante o 21º Show Rural, entre 09 e 13 de fevereiro.
O produtor é membro da organização Truth about Trade & Technology, um grupo de agricultores americanos que tem como objetivo trocar experiências e esclarecer dúvidas sobre as sementes geneticamente modificadas. Plantou sementes GM pela primeira vez em 1996, e logo se transformou num defensor do direito de acesso à biotecnologia agrícola. “As variedades testadas, aprovadas e cultivadas nos Estados Unidos e no Brasil, por exemplo, deveriam ser mais agilmente analisadas e autorizadas por outras nações para benefício da agricultura mundial”, defende. “Essas sementes passaram por sistemas regulatórios muito rígidos e, após inúmeros testes, a conclusão é de que são seguras ao meio ambiente e à saúde humana e animal”, explica John Reifsteck.
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Os hectares de Reifsteck fazem parte dos 57,5 milhões cultivados com sementes transgênicas em 2007 nos Estados Unidos, de acordo com dados do Isaaa (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia). Os EUA são o país que mais utiliza sementes geneticamente modificadas do mundo, com 50% da área total de lavouras transgênicas.
Reifsteck contabiliza as vantagens do uso das variedades geneticamente modificadas para justificar sua militância a favor da biotecnologia agrícola. “No caso do milho, a semente GM me proporcionou uma produtividade entre 5% e 10% acima da média das lavouras convencionais”, explica. “Na soja, a minha margem de lucro é significantemente maior em relação à alcançada por alguns colegas que cultivam o grão não-transgênico”, comemora.
Maior facilidade no manejo da lavoura e redução nos custos de produção são outros benefícios dos transgênicos listados pelo agricultor. “As sementes geneticamente modificadas são uma ferramenta muito útil para os produtores porque oferecem um controle superior das pestes, diminuem o uso de agrodefensivos e, consequentemente, de combustível, que é usado nas máquinas para pulverização”, comenta Reifsteck.
Segundo o relatório do Isaaa, estima-se que nos Estados Unidos o aumento da renda agrícola após a chegada das sementes transgênicas, em 1996, tenha sido de aproximadamente 16 bilhões de dólares. Atualmente, o país cultiva sementes transgênicas de milho, algodão, alfafa, soja, abóbora, batata, canola e mamão. “Meu país fez um bom trabalho ao assegurar que a maior parte da regulamentação sobre o uso de OGMs ficasse sob responsabilidade do governo Federal. Isso acelerou as aprovações e permitiu que os agricultores americanos tivessem acesso à tecnologia”, diz Reifsteck.





















