Com a queda das exportações, o consumidor brasileiro encontra uma maior oferta de alimentos nobres e com preços atrativos no mercado.
Maior oferta de alimentos nobres
Da Redação 19/02/2009 – A redução das exportações por causa da crise econômica tem trazido benefícios ao consumidor. Com a queda das encomendas, cresce no mercado interno a oferta de alimentos nobres. Os estoques que sobraram estão com preços atrativos na ponta da cadeia. A carne bovina, um dos principais componentes da inflação de 2008 (acumularam alta de 25%), já apresenta redução de quase 10% em cortes especiais. Alguns produtos selecionados, como a picanha maturada, são ofertados com preços até 30% menores. Este mês, variar o cardápio com suínos sofisticados também ficou em média 17% mais barato. Até o preço do popular frango caiu 10%.
Levantamento do site Mercado Mineiro mostra que, nos últimos 30 dias, o preço da picanha encolheu 8,74% em média, e o filé mignon, 6,85%. O pernil suíno sem osso barateou 17% e o lombo copa, 16%. Em janeiro, as exportações de carne bovina caíram 38% em relação a igual período do ano passado. A carne suína, que no último trimestre do ano chegou a acumular queda de quase 50% no volume de embarques, teve uma recuperação de 34% em janeiro. Em Minas, porém, os números continuaram apresentando recuo de 14%. "Devido à queda das exportações, estão ocorrendo queima de estoques feitas por grandes empresas", observou João Bosco Martins, presidente da Associação Mineira dos Suinocultores (Asemg).
Para especialistas, a tendência de preço favorável ao consumidor pode não durar muito. O coordenador da assessoria técnica da Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg), Pierre Vilela, pondera que, no caso do suíno, os preços pagos ao produtor caíram 40% desde outubro, o que incentiva uma redução do plantel para ajustar a demanda. No caso dos bovinos, o preço também encolheu 20%, desde outubro. "Certamente, o repasse para o consumidor não foi na mesma proporção, os preços poderiam ter caído ainda mais", apontou Martins.
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