Setor deve dar sua contribuição na recuperação financeira do país.
Governo dos EUA cobra maior apoio de produtores
Redação (03/03/2009)- No dia em que o presidente Barack Obama anunciou que iria cortar parte dos subsídios agrícolas em seu país, o secretário de Agricultura norte-americano, Tom Vislack, cobrava da cadeia produtiva do agronegócio sua contribuição na recuperação financeira dos Estados Unidos. Foi na quinta-feira da semana passada. O pronunciamento na Casa Branca ocorreu quase que simultâneo à fala de Vislack no Agricultural Outlook Forum, em Arlington, no estado da Virgínia, ao lado de Washington DC.
Enquanto Obama apresentava a proposta de zerar os subsídios aos produtores com faturamento superior US$ 500 mil por ano, o secretário dizia a uma platéia de quase 2 mil pessoas que “20% da solução para a crise econômica está nesta sala”. Ele não disse como, mas deixou claro que era uma referência à cadeia agrícola, ali representada.
Diante da contradição, ninguém do governo presente no Outlook se habilitou a comentar as medidas de Obama. De maneira sutil, no entanto, alguns dos painéis realizados durante o dia estabeleceram relação direta com o tema. Lawrence Summers, diretor do Conselho Econômico Nacional, por exemplo, falou que, no meio rural, geralmente a economia se estabiliza sozinha. Ou seja, a oferta se ajusta à demanda e regula o mercado. “Mas, ocasionalmente, esse mecanismo falha e a economia entra em um ciclo vicioso: não há crédito porque não há consumo e não há consumo porque não há crédito.” Segundo ele, é isso que ocorre neste momento.
Leia também no Agrimídia:
- •Embargo europeu pressiona ajuste sanitário na pecuária brasileira
- •Joesley Batista articula encontro entre Lula e Trump na Casa Branca
- •Lançamento da Sadia Halal une MBRF e HPDC em mercados estratégicos
- •Crédito emergencial e novos financiamentos impulsionam recuperação e modernização do agronegócio brasileiro
Já Joseph Glauber, economista chefe do USDA, destacou que a crise financeira internacional vai levar a uma queda no comércio global de commodities agrícolas, pela primeira vez desde 1982. Com a queda da demanda, a produção agrícola mundial irá exceder o consumo, o que significa preços em queda, mercado em baixa e dificuldade no campo. Um cenário que deve tornar ainda mais dramática a discussão sobre os cortes dos subsídios, antecipa Glauber.























