Os efeitos da crise também aparecem nos dados sobre importações, que caíram 21,6% no período pelo critério da média diária.
Exportações caem 20% no 1o trimestre e voltam ao nível de 2006
Redação (01/04/2009) – Sob efeito da crise econômica mundial, as exportações brasileiras registraram queda de quase 20% no primeiro trimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano passado. No período, o superávit da balança comercial ficou em US$ 3,012 bilhões.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, as vendas do Brasil para o exterior somaram US$ 31,177 bilhões. Trata-se do menor resultado desde o 1º trimestre de 2006, quando foram vendidos US$ 29,5 bilhões.
Os efeitos da crise também aparecem nos dados sobre importações, que caíram 21,6% no período pelo critério da média diária. As compras feitas de outros países somaram US$ 28,165 bilhões no trimestre.
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A diferença entre exportações e importações gerou um saldo comercial de US$ 3,012 bilhões (média diária de US$ 49,4 milhões) no período. Como as importações caíram mais que as exportações, houve um crescimento de 9,1% no saldo em relação ao mesmo período de 2008.
Março
No mês de março, a balança comercial brasileira registrou recuperação em relação aos meses anteriores, afetados pela crise econômica. Nas comparações com 2008, no entanto, os dados ainda são negativos.
As exportações somaram US$ 11,809 bilhões (média diária de US$ 536,8 milhões). Houve crescimento de 0,8% em relação a fevereiro e queda de 15% na comparação com março de 2008.
As importações ficaram em US$ 10,038 bilhões (média diária de 456,3 milhões). Nesse caso, o crescimento foi de 5% sobre fevereiro. Em relação a março de 2008, houve queda de 21,5%.
A diferença entre os dois números foi um superávit de US$ 1,771 bilhão no mês passado. O superávit comercial de março ficou 63% maior que o de março de 2008, mas teve queda de 17,9% em relação a fevereiro.
O Ministério do Desenvolvimento ainda não divulgou sua meta para as exportações em 2009. O Banco Central prevê exportações de US$ 158 bilhões, importações de US$ 141 bilhões e um saldo comercial de US$ 17 bilhões.





















