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Exportação

Visita de Lula poderá abrir mercado chinês para frango e suínos

Chineses demonstram maior interesse nas carnes suína e de frango. Lula visita país nesta semana.

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A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, nesta semana, pode abrir as portas do mercado chinês à carne de frango e à carne suína exportadas pelo Brasil e marcar o início de uma maior atuação, no país, do Banco de Desenvolvimento Chinês (CDB, da sigla em inglês). Os chineses emitiram, nos últimos meses, variados sinais de que elevaram seu interesse no relacionamento com o Brasil, mas há ainda muitos motivos de frustração, de ambos os lados. Um deles é a dificuldade que a Embraer vem encontrando para firmar novos contratos de venda de aviões para a China.

Lula deve levar em sua pauta de assuntos para discussão com o presidente chinês Hu Jintao os esforços da Embraer para aumentar as encomendas de aviões da fábrica que mantém em associação com uma empresa chinesa. Também deverá defender o interesse da Petrobras em explorar petróleo em território chinês. Empresários e membros do governo esperam que insista, com os chineses, na necessidade de concretizar a abertura para exportação de carne de frango e iniciar a liberação de importações de carne suína.

“Em 2004, o objetivo da visita do presidente à China foi aumentar o comércio, que passou de US$ 9 bilhões, em 2006, a mais de US$ 36 bilhões em 2008”, diz o chefe da Divisão de Operações Comerciais do Itamaraty, Norton Rapesta. “Agora queremos também explorar oportunidades de investimento.”

A viagem a China foi dividida em três: em Pequim, Lula chefia a delegação de autoridades e empresários nos contatos com o governo chinês; em Xangai, o centro financeiro do país, haverá um seminário para investidores, com participação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e discussões sobre atuação chinesa no setor financeiro, de infraestrutura e turismo; em Shenzen, empresários realizarão encontros de negócios.

“Em Shenzen queremos buscar novos nichos, como o interesse que já identificamos, de fabricação de equipamentos de empresas chinesas no Brasil”, diz Rapesta, que, no material da viagem, até mudou a representação do mapa múndi, deslocando as Américas para o lado esquerdo do globo, para mostrar como Brasil e China têm maior proximidade territorial do que se costuma pensar.

O Ipea deve fazer um estudo sobre intenções de investimento chinês no mundo, e Rapesta cita, como boa notícia, a decisão do CDB, a ser anunciada na visita, de abrir um escritório em São Paulo.

Segundo o embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi, o governo chinês espera assinar, durante a visita, um convênio de investimentos conjuntos entre Petrobras, a chinesa Sinopec e o CDB. “Com as descobertas de novos campos de petróleo no Brasil, empresas e bancos chineses querem ampliar a cooperação”, garante.

A abertura do mercado chinês de produtos mais sofisticados é considerada urgente pelo governo, que vê com preocupação a concentração das vendas à China em produtos básicos (77% do total) ou manufaturados que atuam como commodities no mercado internacional, como o óleo de soja.

Na avaliação do governo brasileiro e empresários, são sérias e pouco transparentes as barreiras chinesas à ampliação de compras de produtos manufaturados do Brasil, como demonstram as dificuldades da Embraer, que ocuparam horas de reunião com autoridades, na missão de técnicos brasileiros enviada no mês passado para preparar a visita.

A Embraer se queixa, nos bastidores, de que os chineses têm pressionado as companhias de aviação para que comprem aeronaves de outra fábrica, integralmente chinesa, instalada no país. O governo chinês nega a existência de dificuldades e classifica a decisão de compra das aeronaves como uma “questão do setor privado”.

“Essa questões são com as empresa correspondentes”, argumenta Qiu Xiaoqi. “Estamos construindo uma economia de mercado com caráter socialista e o governo não pode manejar essas coisas.”

Os chineses, numa demonstração do interesse que cerca a visita de Lula, designaram a poderosa vice-ministra de Comércio, Ma Xiuhong, para concluir a visita preparatória das autoridades brasileiras em junho. Na conversa, a ministra sequer tocou numa das reivindicações mais constantes dos chineses, a oficialização, pelo Congresso, do reconhecimento da China como economia de mercado – o que limitaria o poder de levantar barreiras a mercadorias chinesas. “Sentimos grande diferença entre este ano e o ano passado, no tempo dedicado e na hierarquia dos funcionários destacados para os encontros”, diz o secretário d e Comércio Exterior, Welber Barral.

Barral informa que os chineses mostraram grande interesse nas Zonas de Processamento de Exportação criadas no Brasil, e que, dos 18 temas em que se dividiu a conversa com o governo da China, apenas em propriedade intelectual não se chegou a um programa de trabalho viável. “O comércio de produtos agrícolas do Brasil com a China é muito concentrado, 93% é em soja e derivados”, nota o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. “Precisamos diversificar as vendas, em produtos lácteos, e principalmente, carne.”

“A China está disposta a financiar a cooperação econômica e comercial com o Brasil”, garante o embaixador Qiu Xiaoqi. “No último ano, a relação entre China e Brasil se desenvolveu de forma muito rápida, houve uma coordenação muito estreita em torno das medidas para enfrentar a crise financeira internacional.”

Empresários que acompanham a visita presidencial têm esperanças que, dessa vez, haja maior abertura do mercado chinês aos produtos brasileiros. “Espero ver o mercado para suínos aberto, mas isso tem de estar entre as prioridades do presidente”, avisa Pedro Camargo Neto, presidente da Abiecs, a associação dos produtores de carne suína. “Estamos vendo grande movimentação de tradings chinesas interessadas no Brasil”, informa Francisco Turra, da Abef, que reúne produtores de frango. “Já fizemos o dever de casa, espero ver saírem da viagem licenças de importação para a China.”

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