Wolmir de Souza escreve artigo sobre o momento do setor suinícola.
Reconhecendo Fragilidades
Redação SI (28/03/06)- Crescemos, evoluímos, aumentamos nossa representatividade, nossas palavras ou ações têm um peso, um determinado valor. Bom? Sem dúvida, ótimo, mas em momentos como este nos deparamos com nossa fragilidade.
Sempre mantivemos nosso otimismo, até porque também é nossa função, mas o que dizer em momentos como este em que estamos vivendo? Apesar de termos acompanhado a Missão Catarinense à Rússia e trazido de lá otimismo que até então não se confirmou, dissemos aquilo que efetivamente vimos, ouvimos e sentimos. Hoje perdemos nossa credibilidade, por não se confirmar tal ação. Qual efetivamente será nosso poder de pressão sobre o Governo Federal e Estadual que nos parece um tanto quanto insensível a grave crise que por aqui atravessa o setor? O que podemos fazer quando a mesma cotação do dólar que eleva os preços, principalmente dos núcleos minerais, vacinas, medicamentos, não os trazem de volta quando há quedas como agora e tais empresas que se dizem amigas, parceiras e são dependentes deste setor, escravizam o produtor, cobrando altos preços pelos seus produtos?
Quando de um lado temos preços achatados para os produtos, vemos o consumidor optar por outras carnes por um motivo bastante simples, mas significativo: o preço. E quando se deseja consumir embutidos, pagar por alguns quilos de salame, o valor que o produtor recebe por um suíno terminado. O que podemos fazer diante desta realidade bastante desumana? Temos que pensar seriamente, e cada vez mais, em ao invés de vender animais terminados, vender o produto pronto, aí as alternativas dos pequenos frigoríficos, mas sempre sem perder de vista a organização do setor porque juntos seremos mais fortes.
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