A indústria da alimentação cresceu no 1o semestre de 2007, segundo Pesquisa Conjuntural Abia, em 8,19% no Faturamento Nominal, o que se reflete em 4,59% nas vendas reais, segundo o deflator Fipe industrializados + semi-elaborados.
Abia divulga resultados do setor alimentício
Redação (10/08/07) – Esse faturamento real é significativo, pois situa-se acima da previsão de crescimento do PIB brasileiro no corrente ano estimado para 4,5%.
Revela que a indústria da alimentação está mantendo seu dinamismo de crescimento, o que se comprova pelo indicador de variação acumulada nos últimos 12 meses de 4,74%.
Na produção física, ou seja, em volume, o crescimento acumulado no semestre sobre idêntico período do ano anterior está em 5,82% e na variação acumulada nos últimos 12 meses em 4,63%.
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Este crescimento sustenta-se na melhoria do rendimento médio real efetivo das pessoas ocupadas, do aumento do emprego formal na economia, e também nas operações de crédito do sistema financeiro direcionado às pessoas físicas.
As exportações de alimentos industrializados atingiram no 1º semestre de 2007 a cifra de US$ 12,17 bilhões com um crescimento em valor de 31,3% sobre o mesmo período do ano anterior, embora em volume o crescimento tenha sido apenas de 21,4%.
O crescimento das exportações nesse nível em 2007 deve-se principalmente à retomada das exportações de carne após as dificuldades do ano precedente, em função dos embargos sanitários em grande número de países.
A participação dos alimentos industrializados sobre as exportações totais do país passou de 15,27% em valor no 1º semestre de 2006 para 16,62% no 1º semestre de 2007.
Os setores da indústria da alimentação que mais se destacaram no crescimento do faturamento nominal no 1º semestre de 2007, comparado com o mesmo período de 2006, foram:
Derivados de carne 18,08%
Chocolate, cacau e balas 17,19%
Derivados de frutas e vegetais 12,78%
Laticínios 11,18%
Óleos e gorduras 9,97%
Total da Indústria 8,19%
O setor esteve aquecido por fusões e aquisições no 1º semestre, particularmente em carnes e derivados e açúcar e álcool.
A ABIA projeta para a indústria da alimentação no corrente ano um crescimento em volume na produção de 4,5% a 5% e nas vendas reais ao redor de 5%.
A indústria da alimentação pleiteia nas atuais discussões sobre a Reforma Tributária, a redução da tributação nos alimentos ao padrão internacional.





















