A prática docente do Senar é a metodologia ideal para o homem do campo, porque leva em consideração o contexto histórico do produtor e do trabalhador rural.
Senar, em nova fase, atuará na educação superior

Apresentar a nova estrutura metodológica aos prestadores de serviço em instrutoria foi o tema central do ENCONTRO ESTADUAL DE AGENTES DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL (FPR) E DE PROMOÇÃO SOCIAL (PS), na última semana, em Florianópolis.
O evento foi organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), e reuniu 200 pessoas.
A programação do Seminário iniciou com mensagem do presidente do Conselho Administrativo José Zeferino Pedrozo, destacando o papel do Senar na profissionalização e na elevação da renda das famílias rurais.
Leia também no Agrimídia:
- •Nova UPL da Colonias Unidas inicia operação no Paraguai com suporte técnico da Agroceres PIC
- •Exportações de frango batem recorde de 493 mil toneladas e setor monitora conflito no Oriente Médio
- •Exportações de ovos atingem maior volume para fevereiro desde 2013
- •Exportações aquecidas e custos favoráveis contrastam com aumento das recuperações judiciais no agro
Na sequência, palestrou o secretário executivo da Administração Central do Senar (Brasília), Daniel Kluppel Carrara. Ele anunciou que a partir de 2014 a entidade – que já atua na educação não formal há mais de 20 anos nos cursos de formação inicial e continuada – passará também a atuar, na educação formal com cursos técnicos de nível médio, curso superior e pós-graduação, consolidando-se como instituição de ensino, composta por uma rede nacional de educação profissional, conduzida pela administração central, em Brasília.
Logo após, duas profissionais do Departamento de Educação Profissional e Promoção Social (DEPPS) da Administração Central do Senar apresentaram a estrutura da nova Série Metodológica edição 2013: a coordenadora da área de formação inicial e continuada Fabiana Márcia de Rezende Yehia e a assessora técnica Deimiluce Lopes Fontes Coaracy. Ambas destacaram a colaboração da professora Estela Macedo, do Senar de Santa Catarina, na elaboração desse trabalho.
A prática docente do Senar é a metodologia ideal para o homem do campo, porque leva em consideração o contexto histórico do produtor e do trabalhador rural, observaram. A ideia do Senar com a nova série é mudar, mas sem perder a essência do trabalho realizado pela entidade. “Juntamos os conceitos em todos os parâmetros e procedimentos para ajudar os instrutores na hora de montar os treinamentos. Queremos fazer o educador entender que ele é fundamental nesse processo e que a qualificação profissional é básica, mas precisa ter intenções claras, ser planejada e focada no diálogo de saberes, não é apenas o curso do Senar, mas uma formação profissional que pode atender aos anseios dos participantes e às necessidades do mercado de trabalho.”
A nova edição da Série Metodológica do Senar, composta de cinco volumes, é o documento que garante a uniformidade de informações educacionais, terminologias, processos e a consolidação da metodologia. O novo documento traz a nova estrutura ocupacional do Senar baseada na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego. A nova série está dividida em Informações Institucionais, Processo da Formação Profissional Rural (FPR), Estrutura Ocupacional do Meio Rural, Processo da Promoção Social (PS) e Metodologia de Ensino do Senar – Formação Profissional Rural e Promoção Social. Destaca a metodologia, com informações sobre as novas abordagens educativas como a formação por competências e a mediação da aprendizagem.
As atividades foram encerradas com a palestra “O papel do educador”, ministrada por Eugênio Mussak, especialista em liderança e diretor científico da Associação Brasileira de Recursos Humanos. Mussak é formado em Medicina, mas resolveu dedicar-se ao ensino e atualmente é professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral, nas áreas de liderança e gestão de pessoas. É integrante do comitê do Congresso Brasileiro de Recursos Humanos (CONARH).
“A educação saiu da escola e transferiu-se para outros ambientes”, declarou o educador, para quem o papel do professor não é mais transferir conhecimento, mas ensinar o aluno a pensar. Acredita que a educação é o grande passaporte e propõe um modelo novo de educação para o século XXI, um modelo realmente libertador.
Para Mussak, a educação é um tesouro a descobrir. Educar é ensinar a aprender e não ensinar matérias, simplesmente. “Ensinar a aprender é dar a liberdade para a escolha dos caminhos através de uma potência da aprendizagem permanente.” Explicou que o aluno deve desenvolver a capacidade de aprender ao lado de quatro “aprenderes fundamentais”: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Para ele, esta é a educação verdadeiramente libertadora: a que ensina a pescar.





















