Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Bioenergia

A hora de aumentar a eficiência energética

Ainda que as chuvas de fevereiro persistam em março e em abril, será difícil de recuperar o nível dos reservatórios das hidrelétricas que atendem a Região Sudeste.

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A hora de aumentar a eficiência energética

É anátema, para o governo, a possibilidade de racionar energia elétrica nos próximos meses, mas os técnicos do setor alertam: ainda que as chuvas de fevereiro persistam em março e em abril, será difícil de recuperar o nível dos reservatórios das hidrelétricas que atendem a Região Sudeste. O abastecimento dependerá de termoelétricas, muitas em situação precária.

Nem só os técnicos temem os cortes de energia – a população percebe que, sem água para o abastecimento, a geração de energia fica ameaçada. Pesquisa do Datafolha revelou que 65% dos entrevistados apoiam a “adoção imediata” de restrições ao fornecimento de luz.

As autoridades protelam decisões sobre o tema, mas o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, admite que o governo poderá fazer campanha de racionalização do consumo. O governo já recuou quanto a estender o horário de verão, que termina sábado. Uma hora a mais de luz natural, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), poderia reduzir a demanda em 2.065 MW no Sudeste/Centro-Oeste (-4,6%) e em 630 MW no Sul (-5%).

O risco é postergar um programa amplo de racionalização do consumo, abrangendo residências, indústria e comércio. E bastaria pôr em prática o que já existe, como o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), de 1985.

Hoje, o Procel é mais lembrado pelo selo de economia de energia, de 1993, colocado em eletrodomésticos para atestar que geladeiras e máquinas de lavar, por exemplo, foram fabricadas com vistas à eficiência energética. O programa estimulou a troca de lâmpadas usadas na iluminação pública. Em São Paulo, prevê-se trocar, em cinco anos, 580 mil lâmpadas de vapor de sódio por iluminação em LED.

Mais do que isso, o Procel visa a baixar o nível de perda e desperdício de eletricidade, ainda muito elevado – chega a 40 milhões de kW, ao custo anual de US$ 2,8 bilhões, calcula o Ministério do Meio Ambiente. Indústrias, residências e comércio desperdiçam 22 milhões de kW. As concessionárias de energia têm perdas técnicas e problemas na distribuição responsáveis por 18 milhões de kW.

Além de induzir o consumidor residencial a poupar energia, o programa deveria estimular a racionalização energética, principalmente por parte da indústria, para elevar sua competitividade. Equipamentos que consomem menos energia e água reduzem custos e têm menor impacto ambiental.

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