O calor excessivo é um importante fator ambiental que além de prejudicar o bem-estar animal, também afeta a produtividade dos suinocultores.
Estresse por calor em suínos

O mês de janeiro de 2019 é o mais quente em 33 anos, conforme divulgado pela Embrapa. O calor excessivo é um importante fator ambiental que além de prejudicar o bem-estar animal, também afeta a produtividade dos suinocultores, visto que as altas temperaturas reduzem o consumo de alimento e podem até levar à morte dos animais.
O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Paulo Armando de Oliveira, explica que para cada fase do animal existe uma faixa de temperatura que consiste no conforto térmico. Os animais que mais sofrem com as temperaturas são os em fase de terminação, matrizes gestantes ou em lactação e os acima de 80kg. “Esses animais acabam sofrendo o estresse calórico, pela temperatura estar maior que sua zona de conforto e acabam ingerindo menos alimento, pois não precisam de energia para manter a temperatura interna causando um desempenho menor”, explica.
A temperatura recomendada para esses animais é até 24ºC, por isso é fundamental que se forneça um ambiente adequado com temperaturas dentro da faixa de conforto com sistema de climatização. Sem essas precauções as mortes são constantes diante de altas temperaturas.
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Outro ponto que o produtor deve se preocupar é com o fornecimento e a temperatura da água para o animal. Segundo Oliveira, a temperatura adequada da água é sempre abaixo dos 22ºC, principalmente durante os dias quentes. Ele cita o exemplo das maternidades. “Em uma maternidade, por exemplo, com a água acima dos 22ºC e em um ambiente de temperatura alta, a fêmea diminui a ingestão de água e de alimento. Isto irá trazer prejuízos para os leitões além de sair da maternidade com desgaste físico maior e com uma recuperação mais lenta”.
Oliveira explica que existem várias opções para os produtores controlarem as temperaturas dentro das granjas, mas o isolamento térmico é imprescindível. “Não adianta colocar um sistema de climatização se as cortinas ou o forro não são adequados com isolamento, pois sem o isolamento o calor externo vai entrar no ambiente”, completa.
O produtor pode investir também em um sistema de climatização, que irá controlar as temperaturas dentro do ambiente, através de exaustores e placas evaporativas, mas oliveira volta a lembrar que esse sistema só é eficaz com isolamento adequado e em boas condições. Desta forma deve-se atentar para cortinas rasgadas, forros avariados e promover rapidamente o reparo destes itens.
Para ambientes pequenos há o sistema de tubos enterrados, afirma o pesquisador. “E feito uma rede tubos e enterrada a dois metros de profundidade, pois a temperatura no solo abaixo de 1,5m é constante. coloca-se exautores que irão puxar o ar, que passa pelos tubos e realizar a troca de calor. Esse ar é injetado no ambiente proporcionando um condicionamento térmico melhor” descreve.





















