Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,21 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,33 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 186,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 201,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,74 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,04 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.203,09 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,53 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 170,55 / cx
Pesquisa

Estudo mostra que mosca pode transmitir o vírus da Peste Suína Africana

O ensaio foi realizado para tentar encontrar novas rotas de transmissão do vírus do PSA que pudessem explicar o surgimento da doença em fazendas de alta biossegurança

Estudo mostra que mosca pode transmitir o vírus da Peste Suína Africana

Um estudo realizado por cientistas dinamarqueses e financiado pelo Ministério do Ambiente e Alimentação da Dinamarca e pela Universidade Técnica da Dinamarca, aponta que moscas que tenham se alimentado do sangue de javali infectado pela Peste Suína Africana (PSA) antes de entrar nas propriedades de criação de suíno representam uma rota potencial para a transmissão da doença.

O ensaio foi realizado para tentar encontrar novas rotas de transmissão do vírus do PSA que pudessem explicar o surgimento da doença propriedade com alta biossegurança na Europa Oriental. Tentativas foram feitas para reproduzir a transmissão pela ingestão de moscas infectadas.

Para isso, 12 porcos de 8-9 semanas de idade foram utilizados, divididos em 3 grupos de 4 animais e alojados separadamente. O grupo 1 foi inoculado oralmente com sangue de um porco infectado. O grupo 2 também foi inoculado por via oral, ingerindo uma substancia homogênea de moscas ( Stomoxys calcitrans ). E no grupo e cada porco recebeu um bolo contendo 20 moscas intactas dentro deles.

Todas as moscas utilizadas foram selvagens, capturadas através de uma rede, e foram alimentados com sangue contaminado. Foram retiradas amostras de sangue de todos os porcos aos  0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14 e 16 dias pós-inoculação, que foram analisadas por PCR quantitativo em tempo real e ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA).

Com base nos sinais clínicos e na detecção da presença do vírus, dois tempos diferentes de infecção foram distinguidos. Dentro de cada grupo, o atraso da infecção em alguns porcos indicou que apenas 25% no grupo 1 e 50% nos grupos 2 e 3 estavam infectados com a ingestão oral do vírus, enquanto demais foram provavelmente infectados pelo contato direto com os outros porcos em seus grupos. O restante começou a apresentar sinais clínicos de infecção e tornou-se virêmico  5 a 8 dias mais tarde do que aqueles que foram infectados pela ingestão oral do vírus.

Os resultados indicam que, além do papel do S. calcitrans como vetor mecânico do vírus da PSA através da ração (Mellor et al., 19897), a infecção também pode ocorrer após a ingestão dessas moscas. Os porcos foram infectados após a ingestão de 20 moscas alimentadas com sangue infectado. Pode parecer um número muito alto para a ingestão casual, mas uma dose relativamente alta do vírus é necessária para estabelecer a infecção pela via oral (Howery et al., 2013). Provavelmente não é um risco muito alto para transmissões de longa distância, mas essa rota poderia explicar a transmissão de curta distância dentro da fazenda.

Confira o estudo na íntegra aqui.

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