Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Inflação dos alimentos, por José Zeferino Pedrozo, Presidente da FAESC/SENAR/SC

O Brasil é um país que vive em regime de segurança alimentar, com a oferta abundante de alimentos de qualidade e, via de regra, acessíveis a toda a população. Isso…
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O Brasil é um país que vive em regime de segurança alimentar, com a oferta abundante de alimentos de qualidade e, via de regra, acessíveis a toda a população. Isso se deve a uma agricultura moderna, tecnificada, sustentável e competitiva, representada por centenas de cadeias produtivas que formam o imenso universo do agronegócio.

Entretanto, por se tratar de uma atividade exposta a uma série de variáveis incontroláveis – como o clima – a agricultura sofre influxos que afetam produtividade, produção, sanidade e resultado econômico.

Nesse momento, os alimentos essenciais registram encarecimento com renitente taxa de inflação, vergastando o bolso dos brasileiros. Não existem culpados nessa realidade, existem fatores imperiosos.

Em 2024, o excesso de chuvas no sul e a seca no centro-oeste impactaram generalizadamente as principais culturas, com a perda de aproximadamente 30 milhões de toneladas nas lavouras de milho, soja e feijão, entre outras. As intempéries não foram exclusividade do Brasil, mas atingiram todos os continentes.

Em consequência, a demanda mundial por proteínas aumentou em um momento em que, no Brasil e no Mundo, reduzia-se a oferta de grãos e carnes. O resultado não poderia ser outro: o preço dos alimentos aumentou no mercado doméstico e no mercado internacional.

Os custos de produção tiveram relativa redução em alguns insumos, como fertilizantes e defensivos, mas foram neutralizados pelos elevados custos com energia elétrica, serviços, logística – enfim, todos os componentes do chamado “custo Brasil”.

Neste cenário, com alimentos mais caros no Brasil e no Mundo, não faz sentido o Governo Federal cogitar de intervenção no mercado. Experiências anteriores já demonstraram quão equivocada e funesta é essa decisão, que além de desorganizar o mercado, ainda gera insegurança, afugenta os agentes econômicos do setor (produtores e empresários rurais) e acaba por desarticular a produção, agravando ainda mais a escassez.

O que o Governo pode fazer é aumentar a oferta de crédito rural, liberando os recursos na data adequada para permitir o preparo das lavouras. Apesar dos anúncios oficiais, produtores rurais de todas as regiões reclamam da burocracia e da demora na liberação, muitas vezes causando perda do prazo das “janelas” de plantio, o que prejudica produção e produtividade na hora da colheita.

Por outro lado, a importação de alimentos não se configura uma opção viável porque, em face da desvalorização do real frente a outras moedas, os produtos eventualmente importados chegariam ao consumidor com preços mais elevados que o produto nacional.

A notícia boa é que, neste ano, o Brasil terá uma safra recorde de 330 milhões de toneladas, o que vai permitir reequilibrar a dinâmica da oferta e da procura, no atacado e no varejo, chegando ao consumidor brasileiro alimentos com preços normalizados, aceitáveis e acessíveis.

Não temos que reinventar a roda, temos que apoiar quem produz, aperfeiçoar as políticas de incentivo ao setor primário da economia – agricultura, pecuária, pesca, extrativismo etc. – para que o Brasil continue na liderança da produção de alimentos para o mundo.

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