Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Negócios

“É hora de repensar o papel do Brasil na reorganização global”, diz executivo da John Deere

Diretor da companhia na América Latina alerta para impactos de tarifas, políticas desalinhadas e necessidade de diálogo para estabilidade dos negócios

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“É hora de repensar o papel do Brasil na reorganização global”, diz executivo da John Deere

A crescente volatilidade do comércio internacional e a imposição de tarifas em diferentes blocos econômicos exigem uma nova postura das empresas e dos governos. Essa foi a avaliação de Alfredo Miguel, Diretor de Assuntos Corporativos, Comunicações e Cidadania para América Latina da John Deere, ao destacar a necessidade de reorganização da cadeia global de fornecimento e de políticas públicas alinhadas à realidade do mercado.

Segundo Miguel, a John Deere, presente em 70 países e com exportações brasileiras para mais de 55 destinos, precisa repensar estratégias para manter a estabilidade do negócio. “Uma empresa global como a nossa está com a cadeia integralmente conectada. Muitas vezes, o mesmo fornecedor no Brasil também exporta para os Estados Unidos e outros mercados. Nesse cenário, precisamos discutir de onde tirar esse fornecimento e para onde direcionar nossas vendas”, afirmou.

Para ele, a solução passa pela diplomacia. “Nunca vivemos uma situação como essa. A questão é entender se o problema está, de fato, nas tarifas ou se elas são apenas consequência de algo maior. Precisamos sentar à mesa com a verdade dos fatos e discutir relações com BRICs, comunidade europeia, Mercosul, Canadá, Rússia, Irã e também o papel do dólar”, ressaltou.

Ele também sugeriu uma organização e união das associações do agro, de forma que o setor realmente tenha força para atuar em bloco nas negociações internacionais.

Miguel reforçou ainda que o setor privado deve buscar competitividade apesar dos desafios. “Temos que nos reorganizar em custos, fornecimento e exportação. Mas no Brasil, isso é especialmente complexo. Além do chamado ‘custo Brasil’, convivemos com importações, como de máquinas agrícolas vindas da China, ao mesmo tempo em que somos obrigados a atender regras de conteúdo local. São políticas que não convergem e impactam a indústria nacional”, avaliou.

O executivo defendeu que governo e empresas atuem de forma conjunta na definição de políticas públicas. “É hora de sentar e discutir qual será a estratégia do Brasil diante dessa reorganização global, que hoje está em desordem”, concluiu.

As declarações foram feitas durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em São Paulo.

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