Indicação aprovada pelo conselho segue sem avanço no Executivo e amplia incertezas sobre nova área de negócios da estatal
Impasse no governo adia nomeação para diretoria estratégica da Embrapa

A nomeação para a recém-criada Diretoria de Negócios da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária permanece indefinida mais de um mês após a escolha do indicado pelo Conselho de Administração. O pesquisador Alexandre Alonso, atualmente à frente da Embrapa Agroenergia, teve o nome aprovado por unanimidade no fim de abril, mas o processo não avançou dentro do governo federal.
O Ministério da Agricultura informou que ainda não há definição sobre quem ocupará o cargo. Nos bastidores, relatos apontam que o andamento da indicação enfrenta entraves políticos no Executivo, o que tem impedido o envio formal do nome à Casa Civil.
A recente mudança na presidência do Conselho de Administração reacendeu a expectativa de avanço. Guilherme Coelho assumiu o comando do colegiado com a missão de dar andamento ao processo, diante da pressão interna para viabilizar a estrutura da nova diretoria.
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Interlocutores próximos ao tema indicam que a demora tem gerado desconforto dentro da estatal. A ausência de definição compromete a coordenação de iniciativas consideradas prioritárias, como a modernização dos mecanismos de inovação, a ampliação das receitas próprias e a criação de novos instrumentos de financiamento.
Além disso, há preocupação com o impacto da indefinição na relação com parceiros e no ambiente de negócios. Avalia-se que o atraso pode limitar oportunidades e dificultar o avanço de projetos estratégicos.
Estrutura
A Diretoria de Negócios foi aprovada em assembleia realizada em abril, após tramitação no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A proposta prevê maior aproximação com o setor privado e o desenvolvimento de novas fontes de financiamento, reduzindo a dependência de recursos públicos.
De acordo com documentos internos, a área deverá operar com modelos inovadores de captação, incluindo fundos e instrumentos financeiros voltados ao apoio da pesquisa agropecuária.
Três nomes participaram do processo seletivo interno conduzido pelo conselho: Alexandre Alonso, Carina Gomes Rufino e Daniel Trento. Apesar da escolha já formalizada pelo colegiado, cabe ao Ministério da Agricultura encaminhar a indicação à Casa Civil, etapa que ainda não foi concluída.
Reações
A criação da diretoria também motivou questionamentos por parte do sindicato dos empregados da estatal. A entidade defende maior transparência no processo e atenção à missão pública da empresa.
Em nota, a Embrapa informou que encaminhou o resultado da seleção ao ministério no fim de abril e reiterou que a decisão final depende do governo federal. Enquanto isso, a estrutura da nova diretoria segue no papel, à espera de definição.
Fonte: Globo Rural, com edição Agrimídia























