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Brasil participa de evento da ONU sobre ordenamento pesqueiro na Islândia

Descubra como Brasil participa de evento da ONU sobre ordenamento pesqueiro na Islândia e apresenta avanços na conservação

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Brasil participa de evento da ONU sobre ordenamento pesqueiro na Islândia

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participa da Segunda Sessão do Subcomitê de Ordenamento Pesqueiro do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizada em Reykjavik, na Islândia, entre os dias 23 e 27 de fevereiro.

O encontro reúne representantes de diversos países para discutir sustentabilidade e governança da pesca em nível global.

Experiências brasileiras em gestão pesqueira

Durante o evento, o Brasil apresentou avanços na conservação e uso sustentável dos estoques pesqueiros, destacando:

  • Políticas baseadas em evidências científicas

  • Participação social

  • Fortalecimento institucional

O país também abordou a gestão de pescarias multiespécies, predominantes na pesca artesanal brasileira, enfatizando:

  • Revisão dos sistemas de permissionamento

  • Adoção de planos de recuperação

  • Gestão participativa

  • Integração entre conhecimento científico e saberes tradicionais

A delegação reforçou a importância do enfoque ecossistêmico e territorial na gestão pesqueira.

Iniciativas e programas apresentados

Entre as ações destacadas estão:

  • A recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura

  • O fortalecimento da Rede Pesca Brasil

  • O avanço no monitoramento da atividade

  • A construção do primeiro Plano Nacional da Pesca Artesanal

Na gestão da capacidade da frota pesqueira, o Brasil apresentou medidas voltadas à transparência e rastreabilidade, incluindo:

  • Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC)

  • Plataforma PesqBrasil

  • Programa Nacional de Rastreamento por Satélite (PREPS)

Essas iniciativas buscam garantir sustentabilidade econômica, social e ambiental da atividade.

Dimensão social da pesca

Segundo o secretário nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, o Brasil destacou no encontro a relevância das dimensões sociais da gestão pesqueira, defendendo políticas voltadas à:

  • Valorização dos territórios tradicionais

  • Inclusão de mulheres e jovens

  • Promoção da segurança alimentar

  • Justiça socioambiental

O secretário ressaltou ainda o Programa Povos da Pesca Artesanal e o Plano Nacional da Pesca Artesanal como instrumentos essenciais para fortalecer políticas públicas no setor.

Nos próximos dias, a delegação brasileira seguirá participando dos debates e articulações com outras nações e organismos internacionais, com foco na construção de iniciativas que garantam a sustentabilidade da pesca no Brasil e no mundo.

Referência: GOV
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