Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Setor de máquinas agrícolas demite mais de 10 mil funcionários

Com a queda nos preços das commodities, o recuo de produção em razão da seca e a desvalorização do dólar frente ao real as máquinas começaram a ficar estacionadas nas concessionárias.

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Redação (28/07/06)- A crise que afeta a agricultura brasileira está provocando efeitos colaterais profundos no setor de máquinas agrícolas. Até meados de 2004, o setor elevava as exportações e as vendas internas a cada mês. Mas com a queda nos preços das commodities, o recuo de produção em razão da seca e a desvalorização do dólar frente ao real interromperam as vendas e as máquinas começaram a ficar estacionadas nas concessionárias.

A conseqüência deste fatores é as demissões que assombram os funcionários. Até junho de 2004, antes da crise, o setor empregava 45 mil funcionários e em junho deste ano estava com aproximadamente 34,5 mil, o que resulta em 10,5 mil desempregados em dois anos. Os dados estatísticos referentes a máquinas e implementos agrícolas (sem considerar tratores) apontam que desde o início da crise verificada no segmento o faturamento mensal sofreu uma queda de 63%, ao passar de R$ 800 milhões para R$ 300 milhões.

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Newton de Mello, os indicadores negativos apresentam uma agravante que preocupa ainda mais o setor, que é a base de comparação – junho de 2005 -, quando já estavam muito baixos. O faturamento nominal não foi diferente, apresentando queda de 8,5%, seguido pelo desempenho das exportações (-5%) e dos pedidos em carteira (3,6%). A exceção ficou por conta do nível de utilização da capacidade instalada, que subiu 3,6%, embora ainda esteja em patamar muito baixo, em 62,97%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27-07) pela Abimaq, por ocasião da homenagem prestada ao ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Mello apóia as medidas do pacote cambial anunciado na quarta-feira. Ainda nessa direção, propõe a revogação da isenção do Imposto sobre Operações Financeiras nas aplicações internacionais nos mercados financeiros brasileiros.

O empresário reconhece o esforço governamental, em especial do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que busca abrir novos horizontes aos produtores de soja, milho, algodão e arroz. O alongamento das dívidas atingiu fatia importante do principal, da ordem de 80% para os produtores dos Estados do Centro-Oeste e Oeste da Bahia, e de 50% para os situados nos Estados da Região Sul, avalia.

Newton de Mello também comenta as medidas na área de financiamento. A redução das taxas de juros fixas do Moderfrota, do BNDES, de 9,75% para 8,75% ao ano para os pequenos produtores; e a diminuição de 12,75% para 10,75% ao ano, demonstram o esforço governamental em socorrer a agricultura, em particular as quatro culturas afetadas.

Apesar dessas medidas, o empresário considera que haverá uma redução significativa de área plantada e uma postergação dos investimentos em máquinas e equipamentos se mantida as expectativas atuais de que os preços de venda desses produtos não cobrirão os custos de produção.

Para Newton de Mello, o desenvolvimento deve ser a principal tônica e componente da política econômica do País. Por isso, defende que as autoridades econômicas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, como ex-presidente do BNDES, priorizem os setores produtivos, além das metas de inflação e superávits primários. Como representante dos produtores que geram emprego, riqueza e tributos, alertamos para o risco da redução cada vez maior de máquinas produzindo bens e serviços, de grandes projetos de investimentos sendo desviados para outros países e da desindustrialização no Brasil, conclui o dirigente empresarial.

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