Associações alimentícias e agrícolas e empresas estadunidenses anunciaram a formação de uma coalizão que busca avanços nas relações comerciais entre os EUA e Cuba.
Conselho Avícola dos EUA anuncia nova iniciativa para pôr fim ao embargo econômico a Cuba

Associações alimentícias e agrícolas e empresas estadunidenses anunciaram a formação de uma coalizão que busca avanços nas relações comerciais entre os EUA e Cuba em prol do fim da política americana de embargo econômico, segundo declaração do Conselho Nacional de Frango (The National Chicken Council – NCC) por meio de uma nota de imprensa.
A United States Agriculture Coalition for Cuba (USACC) [tradução livre: Coalização Agrícola Norte-americana em prol de Cuba] é apoiada por mais de 30 organizações e empresas agrícolas e está engajada no estreitamento de relações com Cuba.
“Essa mudança histórica de diplomacia anunciada pelo presidente Obama tomará medidas para fazer com que propriedades agrícolas e produtos tornem-se mais competitivos em termos de preços, o que ampliará a oferta de alimentos, nas gôndolas dos supermercados, a consumidores cubanos e vai criar um novo nicho consumidor para proprietários de terra e rancheiros estadunidenses”, afirmou o secretário de Agricultura Tom Vilsack.
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Ele acrescentou: “a USACC vai desempenhar um papel importante à medida que esses diálogos continuarem e na ampliação de nossas relações comerciais com o povo cubano futuramente.”
Às empresas alimentícias e agrícolas dos EUA é permitido, legalmente, exportar produtos de acordo com as sanções vigentes. Entretanto, financiamentos e restrições de comércio limitam a capacidade da indústria norte-americana de abastecer o mercado cubano competitivamente. Países como o Canadá, Brasil e Argentina estão aptos a obter participações de mercado advindas da indústria alimentícia norte-americana, porque esses países não foram afetados pelas mesmas restrições de financiamento.
O NCC afirma que a normalização de relações comerciais entre os EUA e Cuba potencializará o acesso dos cidadãos cubanos a alimentos mais em conta, ao mesmo tempo em que propiciará o nascimento de novos nichos de mercado para proprietários de terras e comunidades empresariais americanas.























