2023: o grande teste para a sanidade

O setor de aves no Brasil, em 2023, tem um bom motivo para comemorar. Apesar das ameaças com a detecção de aves migratórias silvestres contaminadas com o vírus da Influenza Aviária passando pelo território nacional, os avicultores e autoridades sanitárias fizeram seu dever de casa e o país seguiu durante todo o ano como área livre da enfermidade. A confiabilidade do sistema sanitário sustenta o crescimento contínuo em produção e exportações, mesmo com os desafios enfrentados.
Por outro lado, ao longo do ano, os principais degraus vencidos foram os altos custos de produção, como consequência dos preços elevados das commodities agrícolas no mercado internacional, o que impôs margens apertadas. Porém, a constância e robustez do setor faz com que haja uma perspectiva de bons ventos para 2024.
“Esse ano foi atípico para a avicultura. A ameaça da gripe aviária deixou o setor apreensivo”, pontua Fábio Mezzadri, técnico do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP/SENAR-PR. “O Brasil é o único país livre da Influenza Aviária e isso ocorre graças ao trabalho feito pelo Serviço de Vigilância em Biosseguridade, mas também pelo fato de termos barreiras naturais. O próprio oceano Atlântico, os grandes rios, a Cordilheira dos Andes nos países vizinhos e até mesmo a nossa floresta amazônica, tudo isso dificulta o acesso de possíveis aves silvestres contaminadas ao território brasileiro”, enumera Mezzadri.
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