Pior colheita francesa desde 1976 força Europa a buscar suprimento externo, favorecendo os embarques do Brasil
Seca na França pode valorizar milho brasileiro nos próximos meses

A severa estiagem e as sucessivas ondas de calor que atingiram a Europa neste verão projetam um cenário de valorização para o milho brasileiro. Com a França — maior produtora do cereal na União Europeia — enfrentando uma quebra histórica de safra, o aumento da necessidade europeia por importações deve aquecer a demanda pelo grão do Brasil e sustentar os preços no mercado internacional no segundo semestre.
Gargalos na Europa e Oportunidades para o Brasil
Quebra severa na França: As estimativas para a colheita francesa projetam uma queda de até 35% frente a 2025, podendo fechar abaixo de 7 milhões de toneladas — o menor volume registrado desde 1976.
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Desvio para ração: Diante do ressecamento das pastagens, produtores europeus começam a desviar lavouras que seriam colhidas como grão para a produção de silagem, encolhendo ainda mais a oferta de milho comercializável.
Janela para a safrinha brasileira: Com a Ucrânia ainda enfrentando gargalos de escoamento no Mar Negro e a produção europeia em queda, o mercado global passa a depender diretamente da segunda safra brasileira para recompor estoques.
Suporte nas cotações: A escassez de oferta no Hemisfério Norte tende a pressionar positivamente os prêmios de exportação nos portos brasileiros e dar sustentação às cotações na Bolsa de Chicago (CBOT).
Impacto nas Exportações Nacionais
O desfasamento entre o ápice das perdas agrícolas na Europa e a resposta dos preços internacionais varia de três a seis meses, período que coincide com o auge do escoamento da safra brasileira. Com o déficit de grãos no bloco europeu, exportadores brasileiros ganham força para negociar prêmios mais altos e expandir sua participação em mercados que antes eram atendidos por produtores locais do continente europeu.























