ICPFrango chegou a 374,97 pontos no mês; no Paraná, custo passou de R$ 4,77 para R$ 4,85 por quilo vivo, divulga Embrapa
Custo de produção do frango de corte sobe 1,56% em agosto

O custo de produção do frango de corte aumentou 1,56% em agosto, segundo o Índice de Custos de Produção de Frango (ICPFrango), calculado pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), da Embrapa Suínos e Aves. O índice alcançou 374,97 pontos no mês.
No acumulado de 2026, o ICPFrango registra alta de 4,10%. Na comparação com agosto de 2025, a elevação chega a 5,48%.
No Paraná, estado utilizado como referência para o cálculo do custo de produção de frangos de corte, o valor passou de R$ 4,77/kg vivo em julho para R$ 4,85/kg em agosto. A média de janeiro a agosto ficou em R$ 4,73/kg.
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A ração continua sendo o principal componente do custo de produção. Em agosto, representou 63,87% da composição do custo e registrou alta de 3,77% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o componente subiu 5,61% e, nos últimos 12 meses, 5,30%.
A genética, segundo principal componente, representou 18,45% do custo em agosto. O item apresentou queda de 5,52% na comparação mensal, mas acumula alta de 0,39% no ano e de 9,16% em 12 meses.
A mão de obra correspondeu a 4,61% da composição e permaneceu estável em agosto. No acumulado do ano, registra alta de 5,68%, enquanto a variação em 12 meses é de 5,63%.
O custo de capital representou 4,08% do total. O componente aumentou 3,02% no mês, mas acumula queda de 9,19% em 2026 e de 12,13% nos últimos 12 meses.
Energia e sanidade
Entre os demais componentes, energia elétrica, cama e calefação representaram 2,60% do custo e tiveram alta de 6,88% em agosto. No acumulado do ano, o aumento é de 8,54% e, em 12 meses, de 12,72%.
A sanidade, com participação de 1,18%, não apresentou variação mensal. No entanto, acumula alta de 35,70% tanto no ano quanto nos últimos 12 meses.
O transporte representou 1,56% da composição e ficou estável em agosto. No acumulado de 2026 e em 12 meses, registra alta de 7,68%.
A depreciação respondeu por 2,56% do custo e permaneceu estável nas três bases de comparação. Manutenção e seguro, com participação de 0,68%, também não tiveram variação.
Os itens classificados como outros representaram 0,24% do custo e subiram 1,72% em agosto, 7,27% no ano e 8,26% em 12 meses. O Funrural respondeu por 0,17% e teve alta de 2,44% no mês. No acumulado do ano, registra queda de 4,55%, enquanto em 12 meses apresenta alta de 6,33%.
Evolução do custo no Paraná
O custo de produção apresentou oscilações ao longo dos oito primeiros meses de 2026. Depois de iniciar o ano em R$ 4,71/kg, o indicador chegou a R$ 4,72/kg em fevereiro e março. Em abril, recuou para R$ 4,70/kg e atingiu R$ 4,68/kg em maio.
A partir de junho, o custo voltou a subir, passando para R$ 4,71/kg, R$ 4,77/kg em julho e R$ 4,85/kg em agosto.
| Mês | Custo de produção |
|---|---|
| Janeiro | R$ 4,71/kg |
| Fevereiro | R$ 4,72/kg |
| Março | R$ 4,72/kg |
| Abril | R$ 4,70/kg |
| Maio | R$ 4,68/kg |
| Junho | R$ 4,71/kg |
| Julho | R$ 4,77/kg |
| Agosto | R$ 4,85/kg |
Nos demais estados acompanhados pela CIAS, o custo de agosto foi de R$ 4,99/kg no Rio Grande do Sul e R$ 5,00/kg em Santa Catarina. No Paraná, o valor foi de R$ 4,85/kg.
Os dados integram o sistema de custos da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), da Embrapa Suínos e Aves.
Da Redação, com informações da Embrapa Suínos e Aves























