Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,76 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 209,26 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,84 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.210,08 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 208,53 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 185,84 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 176,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 180,04 / cx

Quais fatores influenciarão nos preços dos ovos em 2003 e 2004?

Veja na análise, feita exclusivamente pelo economista da FGV, Mauro Lopes, ao Avicultura Industrial.

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Redação AI 28/05/2003 – A análise das perspectivas e dos fatores que impactam os preços dos ovos no futuro e que afetam o setor, segundo o economista e pesquisador do Centro de Estudos Agrícolas da Fundação Getúlio Vargas/RJ, Mauro Lopes são:

1. A demanda interna está projetada com ligeira recuperação. Sem incidentes de percurso, o Brasil experimentará um crescimento lento da demanda interna; fator importante para fixação dos preços dos ovos nos próximos anos. O poder aquisitivo e a massa de salários crescerão, ainda que de uma forma muito lenta mas a tendência é de crescimento. O que preocupa é o ovo a US$ 1.00. Principalmente para as classes de renda mais baixa.

2. Comportamento do câmbio indica que o Brasil deverá manter ao longo dos anos 2003 e 2004 um comportamento bastante melhor do que o verificado no ano passado. Isso sinaliza preços e custos de ração mais “civilizados” do que tivemos no passado recente. Mas o Brasil está ainda numa fase de ajuste macroeconômico tudo pode ocorrer.

3. Perspectivas dos custos de insumos: certamente não se repetirão, em 2003 e 2004, saltos de preços (milho, por exemplo), salvo um grave incidente climático. Os aumentos que culminaram com um acréscimo de custos de ração em torno de 80% no final do ano de 2002, quase insuportáveis para atividade, não deverão se repetir. Entretanto, o governo (CONAB) não deveria interferir no mercado de milho, comprando o cereal em Goiás, para levá-lo para o Nordeste. Essa ação pode fazer escassear o milho no Sudeste e no Sul.

4. A perspectiva do alojamento será de crescimento só em 2004, se houver. Mas, no próximo ano, devido ao estímulo de preços, representados por preços médios mensais acima da tendência, a partir de dezembro de 2002, poderá aumentar entrada de pintinhos e aves poedeiras. No corrente ano, a perspectiva é de fortalecimento de preços. A entrada de pintinhos reduziu-se, em 2003 em relação a 2002, nos mesmos meses de março e abril, em 16%. O plantel de aves adultas reduziu-se de 89 para 78 milhões de aves. Os preços ficarão firmes no correr deste ano.

5. As perspectivas de novas empresas no segmento são próximas de zero, apesar dos preços remuneradores. As empresas que se iniciaram na atividade não colheram bons frutos. Não haverá entradas de empresas, no mesmo ímpeto do passado recente.

6. A perspectiva de consumo industrial não é das melhores. Deverá manter-se constante ou levemente descendente, com esse preço do ovo a US$ 1.00. É ainda num setor com uma capacidade ociosa muito grande em torno de 30% (dizem alguns que é muito maior): deverá se manter. A disputa por mercado nas maioneses continuará muito acirrada.

7. A capacidade de aproveitamento de processamento deverá depender da demanda derivada da indústria de alimentação. Nesse caso, as notícias não são das mais alvissareiras. O setor de massas (macarrão) apresenta um decréscimo de produção preocupante. Diz-se que a redução foi de 50% ou mais, devido ao aumento do preço do trigo e (alega-se) do ovo.

8. As perspectivas de exportação de ovo em pó são muito boas. Entretanto, por uma falta de ação positiva essas oportunidades não têm sido exploradas. É necessária uma ação afirmativa nessa área. Mas os preços da matéria prima estão elevados, quase inviabilizando as exportações.

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Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,32
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,31
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 129,29
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,12
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
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    R$ 6,80
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  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 177,76
    cx
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    R$ 188,37
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    Grande São Paulo (SP)
    R$ 200,90
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    Bastos (SP)
    R$ 168,81
    cx
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    R$ 194,84
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    PR
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  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.093,06
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 208,53
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 185,84
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  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 176,21
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 180,04
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