Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
Biocombustível

Mais etanol na gasolina pode dar fôlego à Petrobrás

Proposta de aumento da mistura de etanol na gasolina, de 20% para 25%, não vai tirar o setor sucroalcooleiro do sufoco, mas dará novo fôlego ao caixa da Petrobrás.

Compartilhar essa notícia
Mais etanol na gasolina pode dar fôlego à Petrobrás

A proposta de aumento da mistura de etanol na gasolina, de 20% para 25%, não vai tirar o setor sucroalcooleiro do sufoco, mas dará novo fôlego ao caixa da Petrobrás. Por mês, a medida pode representar cerca de US$ 120 milhões a mais nos cofres da estatal, que reduzirá em 41% o volume de importação de gasolina. No ano, a economia chegará a US$ 1,5 bilhão, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Por outro lado, o Brasil será obrigado a comprar etanol no exterior para atender a demanda interna. Com a crise internacional que abalou o setor sucroalcooleiro desde 2008, a produção de cana de açúcar encolheu nos últimos anos enquanto o consumo de combustível no País continuou em ritmo acelerado – de 2009 a 2011, o aumento foi de 40%.

Diante do risco de desabastecimento e escalada do preço do biocombustível, o governo federal decidiu, em setembro do ano passado, reduzir a mistura de etanol na gasolina de 25% para 20%. A decisão implicou aumento de importação de gasolina por parte da Petrobrás, cuja produção de petróleo também ficou estagnada nos últimos três anos.

Entre janeiro e abril, segundo o CBIE, a estatal importou em média 380 milhões de litros de gasolina por mês. “O problema é que a Petrobrás compra mais caro e vende mais barato”, destaca o diretor do CBIE, Adriano Pires. Ele calcula que, até maio, a empresa já havia perdido R$ 648 milhões com a importação de gasolina por causa do descasamento dos preços. Se a mistura de etanol já estivesse em 25%, o prejuízo seria um pouco menor: R$ 400 milhões.

Na balança comercial, a medida deve ter efeito pequeno, mas positivo. Como o preço do etanol é menor, a diferença será de US$ 14 milhões por mês. Basta saber se haverá oferta suficiente no exterior para atender a demanda do Brasil. Na indústria de açúcar e álcool, os produtores garantem que sim. De janeiro a junho, o País foi obrigado a importar uma média de 79 mil litros de etanol por mês. Agora, se confirmada a mudança, precisará de mais 157 mil litros por mês.

A União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica) informou que ainda está calculado os volumes necessários. Mas não há dúvidas de que haverá necessidade de aumentar as importações. Até a segunda quinzena de junho, o volume de cana moída estava 28% menor do que na última safra; a produção de etanol anidro (usado na mistura da gasolina), havia caído 43%; e o hidratado, 32%.

Importações. “Viramos importador de todos os tipos de combustíveis: gasolina, diesel, querosene de aviação e também de etanol. O problema é que os volumes vão aumentar”, diz Pires, da CBIE. Com poucos investimentos, a tendência é que o descasamento entre oferta e demanda se amplie. “No médio e longo prazo, a alternativa é criar políticas de investimentos para o etanol. No curto prazo, a saída é desestimular o consumo por meio de preço.”

Outro problema levantado por especialistas é a falta de infraestrutura para receber o produto importado. “A capacidade logística para transporte de combustíveis está no limite, seja nos portos para receber o produto, ou na distribuição. Falta tancagem e dutos”, destaca Paulo Fleury, do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos).

Segundo estudo realizado pela instituição, a densidade dutoviária (km de dutos comparados a extensão territorial) do Brasil é 24 vezes menor que a dos Estados Unidos. “A logística está no talo. E a solução para esse problema não é de curto prazo”, completa o ex-presidente da União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica), Eduardo Pereira de Carvalho, da Consultoria Expressão.

Mais lidas

Relacionados

Suinocultura Industrial 332
SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344