Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Empresas

AGCO deve inaugurar primeira fábrica na África neste semestre

AGCO vai avaliar os resultados da primeira fazenda-modelo na África para expandir modelo.

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A fabricante americana de máquinas agrícolas AGCO avança com os planos de ampliar a sua participação na África. A companhia mantém o plano de investir US$ 100 milhões até 2015 no estabelecimento de fazendas-modelo no continente e deve começar a operar, ainda no primeiro semestre, a primeira planta industrial para a fabricação e montagem de tratores na Argélia, em parceria com o governo local.

A base do produto para esta unidade será um modelo da marca Massey Ferguson fabricado no Brasil. Está prevista a produção de cerca de mil unidades para 2013, todas de baixa potência – de 60 a 100 cavalos.

Uma das três maiores fabricantes de máquinas para a agricultura, a AGCO faturou US$ 9,962 bilhões no ano passado, um aumento de 13,6% sobre 2011.

No ano passado, o grupo abriu um escritório comercial na África do Sul. A companhia também está finalizando uma nova operação de peças de reposição em parceria com um representante do país africano, a Barloworld. O negócio será gerenciado pela AGCO e deverá atender países da região, como Angola, Moçambique e Zâmbia.

Em 2012 também foi inaugurada a primeira fazenda-modelo da empresa na Zâmbia com o objetivo de incentivar a mecanização no continente. A ACGO pretende ver se o “conceito” vai trazer os resultados esperados. A empresa avalia a possibilidade de abertura de fazendas-modelo em outros países, como Moçambique, Nigéria, Senegal e Etiópia, em parceria com governos e empresas, mas ainda sem previsão de início dos trabalhos nesses locais.

A empresa avalia que hoje faltam assistência técnica e funcionários preparados para operar as máquinas, que muitas vezes ficam “encostadas” por falta de peças e manutenção adequada.

A presença em território africano reforça a expectativa da empresa de crescimento do mercado local. “De repente, daqui a dez anos aumenta o mercado como no Brasil”, afirma André Carioba, vice-presidente sênior da AGCO para a América do Sul, referindo-se à grande expansão do mercado doméstico de máquinas agrícolas nos últimos anos.

No ano passado, as exportações da AGCO para o continente africano totalizaram 1,88 mil máquinas – 588 unidades para Marrocos e 1.301 para a África do Sul, sendo 564 embarcadas pela empresa no Brasil.

O crescimento do continente africano está atrelado ao potencial da agricultura, na avaliação de Carioba, que também vê avanços na democracia e mais “solidez” em algumas nações.

O mercado africano, porém, ainda apresenta grandes oscilações de demanda. Em 2008, Marrocos chegou a ser o país que recebeu mais máquinas agrícolas do Brasil, com um pedido em torno de duas mil unidades, conforme Carioba. Mas, no ano seguinte, a procura caiu drasticamente e ficou próxima de zero.

As fazendas-modelo poderão ser estendidas a outros países, como Rússia, Ucrânia e Cazaquistão, mas nenhuma decisão foi tomada ainda. “Vai depender de render alguns frutos, mas estamos muito abertos a dar continuidade”, afirma Carioba.

Diferentemente da África, o mercado já “desenvolvido” no Brasil carece de mão de obra especializada e disponibilidade para atuação em áreas mais remotas do país. Atualmente, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a AGCO realiza treinamento de longa distância, itinerante, feito com equipamentos dentro de uma carreta. Já foram investidos neste projeto cerca de R$ 500 mil. Para este ano, estão previstos mais R$ 300 mil.

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