Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,63 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,74 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,50 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,68 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,06 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,98 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,30 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 146,25 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 145,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 164,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 169,09 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 138,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 157,62 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,19 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,20 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.335,79 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.260,04 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 169,69 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 139,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 154,89 / cx
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Energias

Itaipu quer reativar hidrelétrica

Projeto foi entregue pelo superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley Jr., ao chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Jorge Pegoraro.

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A usina hidrelétrica de Itaipu apresentou, na sexta-feira, 15 de março, no escritório de administração do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), um estudo para reativar a usina São João. Fechada na década de 80, a unidade, instalada dentro do parque nacional, foi a primeira usina a abastecer Foz do Iguaçu com energia elétrica e uma das primeiras construídas fora da capital do estado.

O projeto foi entregue pelo superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley Jr., ao chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Jorge Pegoraro. Participaram da reunião o superintendente de Comunicação Social de Itaipu, Gilmar Piolla, engenheiros da binacional e do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), concessionários e técnicos envolvidos na conservação do parque. De acordo com Cícero Bley, a proposta contempla quatro eixos: a recuperação de um importante patrimônio histórico do município, hoje degradado; a promoção do conceito de mobilidade sustentável; dotar o parque nacional de autonomia energética; e desenvolver a educação ambiental e o turismo técnico-científico.

Ônibus e VLT elétricos – Uma das ideias é substituir, no futuro, a atual frota de ônibus movidos a diesel por modelos com motor elétrico, ou até mesmo se pensar numa alternativa de mobilidade sustentável do parque, como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Todos abastecidos com a energia gerada pela usina São João.

“Desta forma, os turistas que visitarem as Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas da Natureza, seriam conduzidos em veículos verdes, que não poluem o ambiente com a emissão de CO2”, disse Gilmar Piolla, que também preside o Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu – o Fundo Iguaçu.

Cícero Bley destaca a possibilidade de o visitantes descobrir, em pequena escala, como funciona uma usina e quais as vantagens da hidreletricidade como fonte de energia limpa e renovável. Trilhas ecológicas levariam os visitantes para conhecer a barragem e a casa de máquinas.

“Hoje, o turista que visita Foz do Iguaçu tem a oportunidade de visitar a maior geradora de energia do planeta, que é Itaipu Binacional. Com o projeto São João, ele poderá também observar como funcionavam as antigas centrais hidrelétricas, que no passado tiveram um papel decisivo para o desenvolvimento do país”, afirmou. “Tudo isso dentro de um patrimônio natural extraordinário.”

Sonho antigo – Jorge Pegoraro revelou que a recuperação da usina São João é um sonho antigo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – que administra o parque nacional. A dificuldade era encontrar um projeto que aliasse a preservação do patrimônio histórico com a questão da sustentabilidade.

“Por isso, buscamos o apoio de Itaipu e repassamos todos os dados necessários. Estamos satisfeitos com o resultado porque o projeto leva em conta aspectos importantes, como a educação ambiental, e vem ao encontro das necessidades do parque”, comentou.
Segundo ele, uma equipe técnica será destacada para avaliar a proposta de Itaipu. Na sequência, começa a busca por alternativas para viabilizar a execução do projeto, incluindo a possibilidade de novas parcerias. “É importante destacar que a usina já está instalada e os impactos ambientais serão mínimos.”

Um pouco de história – A usina São João foi construída no Rio São João, que corta o parque nacional e desagua na margem direita do Rio Iguaçu. A unidade foi inaugurada em 1942 e, até 1957, forneceu energia para todo o parque, o Hotel das Cataratas e também para a cidade de Foz do Iguaçu.

Com a construção de novas unidades de geração na região de Foz do Iguaçu, nas décadas de 70 e 80, a participação da usina no abastecimento da cidade foi diminuindo. Em 1983, um ano antes de Itaipu começar a gerar energia, uma grande enchente elevou o nível do Rio Iguaçu e inundou a casa de máquinas. De lá para cá, a usina São João nunca mais funcionou. As duas antigas turbinas foram levadas para o Ecomuseu, mantido por Itaipu.

Nova potência – O projeto de Itaipu contempla a possibilidade de repotencializar a antiga usina, amentando a capacidade instalada para até 910 KW. Quando foi projetada e construída, a capacidade era de 336 KW – o suficiente para abastecer o consumo médio de duas mil residências.

A decisão de aumentar ou não a carga da usina, segundo Cícero Bley, levará em conta estudos demanda, que ainda estão em elaboração. O objetivo é deixar a unidade do tamanho necessário para abastecer os veículos elétricos e gerar eletricidade para a usina. O superintendente de Itaipu disse ainda que, estruturalmente, a usina São João apresenta boas condições – a barragem tem 4,7 metros de altura e aproximadamente 80 metros de extensão. Para que volte a gerar energia, serão necessários investimentos em equipamentos, como a aquisição de um novo conjunto de turbinas.

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