Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
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Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
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Economia

Fed pode dar sustentação a commodities

Apesar de estímulo do BC americano, fundamentos continuam baixistas.

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Fed pode dar sustentação a commodities

A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de continuar a injetar dólares na sonolenta economia dos Estados Unidos pode, ao menos por ora, frear a tendência de baixa de algumas commodities agrícolas.

Ontem, o índice Dow Jones-UBS AG, que monitora uma cesta de produtos agrícolas negociados nas bolsas americanas, fechou em alta de 0,3%, em boa parte influenciado pela decisão do Fed de manter a carga de estímulos.

“O consumo de matérias-primas pode crescer lentamente. Definitivamente podemos ver uma recuperação em todo o segmento”, disse à Bloomberg Jonathan Bouchet, trader da Boman Capital, em Genebra.

A expectativa de que os estímulos começassem a ser retirados fez com que o dólar se apreciasse em relação a moedas como o real nos últimos meses, o que ajudou a empurrar para baixo as cotações internacionais de produtos como soja, milho, café e açúcar.

A valorização do dólar funciona como um estímulo à oferta de países como o Brasil, uma vez que aumenta a receita em moeda local dos exportadores. Por isso, os preços – sobretudo daqueles produtos em que o país é o principal fornecedor – tendem a ceder quando a moeda americana ganha força.

O dólar forte também encarece as exportações de produtos como milho e trigo dos Estados Unidos, o que tende a frear a demanda e influenciar negativamente os preços desses produtos lá fora.
 
A notícia de que a política monetária americana deve continuar expansionista por mais algum tempo fez, porém, com que o dólar voltasse a cair em relação a outras moedas. Portanto, se o movimento persistir, a consequência pode ser uma elevação dos preços agrícolas a fim de restabelecer o equilíbrio anterior entre oferta e demanda.

Ontem, as cotações do café e do açúcar negociados em Nova York fecharam em alta de 0,8% e 1,5%, refletindo em grande parte a necessidade de manter o estímulo às exportações do Brasil.

Em Chicago, milho e trigo subiram 0,7% e 1,6%, impulsionados pela expectativa de que o câmbio mais favorável atraia compradores para os EUA. O impulso monetário não foi, entretanto, suficiente para evitar a queda de 0,6% no preço da soja.

O fato é que os fundamentos continuam a apontar para um cenário predominantemente baixista entre as commodities agrícolas, o que pode minimizar uma influência positiva do câmbio.

Nos Estados Unidos, os fazendeiros deram início àquela que promete ser a maior safra de soja e milho da história, embora a severa estiagem de agosto tenha levado o governo e o mercado a revisarem para baixo a previsão para a colheita da oleaginosa.

O mercado também é pressionado pela expectativa de um plantio recorde de grãos no Brasil na safra 2013/14, em parte estimulado pela recente guinada do dólar. Os amplos estoques mundiais de café, açúcar e algodão também parecem colocar limites a uma alta sustentada nos preços desses produtos.

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