Muitos agricultores optaram pelo plantio da semente convencional. Motivo é o valor, mais alto do que o pago pelo produto transgênico.
Remuneração faz produtores de MT apostarem na soja convencional
A chuva interrompeu o plantio, mas não deve atrapalhar o cronograma de uma fazenda em Nova Mutum, médio norte de Mato Grosso. O cultivo deve ser concluído nos próximos dias e quase metade da área está sendo plantada com sementes convencionais.
Com custo de produção muito próximo ao de uma lavoura transgênica, a soja convencional, também chamada de soja livre, exige mais cuidados durante o manejo. Nessas plantações, o agricultor não pode usar o glifosato, herbicida que elimina as principais plantas invasoras. No lugar, ele tem que lançar mão de uma combinação de outros produtos, processo trabalhoso, mas que compensa, na avaliação do agricultor Marcelo Ackermann, que destinou 10% da área à soja não-transgênica.
“Hoje, a soja transgênica tem um valor agregado comparando com os RR, que são os transgênicos. O valor fica em torno de US$ 2,5 a US$ 3 por saca”, diz.
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O prêmio é um valor adicional que os compradores pagam pelo produto. Nas últimas safras, a diferença tem ficado cada vez mais atrativa.
Em Mato Grosso, os agricultores começaram a receber a bonificação extra pela soja convencional em 2006. Naquela época, cada tonelada do produto rendia aproximadamente US$ 5 a mais do que o mesmo volume de soja transgênica.
Com o passar do tempo, a demanda aumentou, principalmente na Europa e também no continente asiático, o que fez com que a remuneração extra também ficasse maior. Nesta safra, a expectativa é de que cada tonelada de soja convencional renda ao produtor pelo menos US$ 50 a mais.
Diante do mercado remunerador, a área destinada à soja convencional em Mato Grosso deve se manter elevada, com possibilidade de crescimento nas próximas safras.
Se as projeções se confirmarem, os produtores de Mato Grosso devem plantar quase 2 milhões de hectares de soja convencional nesta safra.























