Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,52 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,43 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 157,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.462,05 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,39 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 163,44 / cx
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Suzano negocia compra de florestas da Vale no Pará

Operação de venda, em fase adiantada de tratativas, envolve 30 mil hectares e está avaliada em R$ 540 milhões.

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Suzano negocia compra de florestas da Vale no Pará

A Suzano Papel e Celulose está negociando a compra de florestas pertencentes à mineradora Vale no Estado do Pará, em um negócio estimado em R$ 540 milhões, segundo fontes próximas à indústria. O Valor apurou que as tratativas, que estão em fase avançada, envolveriam cerca de 30 mil hectares na região do município paraense de Dom Eliseu. O local está perto da fábrica de celulose da companhia que está prestes a entrar em operação, em Imperatriz, no vizinho Maranhão.

Procuradas, Suzano e Vale informaram, por meio de assessoria de imprensa, que não comentariam as informações obtidas pelo Valor com fontes do setor.

Esse negócio deve ser a segunda grande transação, envolvendo terras, firmada por companhias brasileiras de celulose e papel em curto intervalo de tempo. Na semana passada, a Fibria informou a venda de 210 mil hectares de terras para a Parkia Participações -formada por um grupo de investidores brasileiros – em um negócio cujo valor total pode chegar a R$ 1,65 bilhão. Desse montante, R$ 1,4 bilhão à vista e a diferença condicionada à valorização das terras ao longo de 21 anos.

Em 14 de julho de 2009, a Suzano e a Vale já haviam anunciado a assinatura de contratos. Eles envolviam a compra e venda de ativos florestais que pertenciam à mineradora no sudoeste do Maranhão e de madeira proveniente do programa Vale Florestar, além de serviços de transporte ferroviário da celulose que será produzida em Imperatriz, pela Estrada de Ferro Carajás, até a região portuária da capital São Luís.

O Vale Florestar nasceu em 2007 e foi transformado em fundo de investimento participativo em 2010, que conta com a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), dos fundos de pensão Funcef (da Caixa) e Petros (da Petrobras). Sob o programa, 140 mil hectares de florestas nativas e áreas degradadas foram recuperados e a área total reflorestada com eucalipto, até o fim do ano, deve chegar a 45,7 mil hectares.

O negócio referente aos ativos florestais anunciado naquele ano compreendeu 84,7 mil hectares de terras, dos quais 34,5 mil hectares plantados de eucalipto, por R$ 235 milhões pagos em 12 parcelas trimestrais. Já o acordo relativo ao fornecimento de madeira valerá para o período de 2014 e 2028 e o acerto referente ao transporte ferroviário se estenderá até 2043.

À época, a Suzano informou que as medidas garantiam o início de operação da fábrica de celulose do Maranhão “em bases competitivas”. A nova unidade terá capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas por ano, com investimentos de US$ 2,3 bilhões somente na área industrial. A companhia tem reiterado que o início de operação está previsto para dezembro.

Nos últimos trimestres, a Suzano ampliou a compra de madeira de terceiros, com maior distância da fábrica de Mucuri (BA), o que tem pressionado o custo de produção na unidade. Para 2014, a expectativa é a de elevação do custo justamente por causa do maior volume de compra de madeira de terceiros na Bahia. “Decidimos ampliar a compra de terceiros e ganhar mais tempo no corte de florestas próprias”, afirmou o presidente da companhia, Walter Schalka, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre.

Segundo uma fonte ouvida pelo Valor, a negociação com a Vale teria por objetivo garantir o restante da madeira necessária à operação de Imperatriz, que estaria coberta até 2017. Do lado da mineradora, a venda de florestas estaria alinhada à estratégia de monetizar ativos que não são considerados estratégicos. A empresa vem vendendo ativos de vários segmentos nos últimos anos.

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