Por núcleo de pesquisa “Sistemas de Inovação e Governança do Desenvolvimento”, do BRICS Policy Center, no Rio.
Crescimento e desenvolvimento nos países Brics

A ascensão dos países Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na ordem internacional traz particularidades nos processos de desenvolvimento, crescimento econômico e redução da pobreza e da desigualdade nesses cinco países, diferenciando-se, em muitos aspectos, dos processos históricos vivenciados pelos países atualmente desenvolvidos. Analisando os processos de modernização e crescimento desses países, poderíamos pensar em desenvolvimento e crescimento econômico como fenômenos equivalentes, e a redução da pobreza e da desigualdade como uma consequência direta e invariável desse processo. Todavia, o crescimento econômico por si só não significa desenvolvimento (um processo muito mais amplo, cujas diferentes definições foram frutos de debates históricos), e a distribuição das riquezas geradas pelo crescimento ao longo do processo de desenvolvimento não é automática. O crescimento pode levar, de fato, a mais concentração da riqueza, mesmo com redução da pobreza extrema. Desta forma, as diferenças entre os processos de crescimento e desenvolvimento, desigualdade e redução da pobreza, têm apresentado novas experiências nos “países emergentes”.
Ha-Joon Chang (2002) buscou justamente evidenciar as diferenças nos processos históricos de desenvolvimento das diferentes nações. Ele aponta que países atualmente desenvolvidos fizeram uso de políticas proativas estatais para protegerem sua economia e promoverem maiores investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Entretanto, ao chegarem em estágios avançados de seu desenvolvimento, propagaram “receituários” de desregulamentação e liberalização econômica aos países em desenvolvimento, dificultando que esses sejam capazes e seguir a mesma trajetória. Há, portanto, a manutenção e o aprofundamento das desigualdades na capacidade tecnológica e de produção entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento, os quais não podem seguir o mesmo caminho seguido pelos países atualmente desenvolvidos (CHANG 2002, p. 200-202).
Chang desmistifica, dessa forma, os preceitos liberais sobre auto-regulação do mercado, verificando as especificidades históricas no processo de desenvolvimento de cada país.
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