Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 153,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,13 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,21 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,24 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 133,05 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 147,25 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.536,73 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.447,51 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 126,99 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 143,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,69 / cx
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Pellets para aquecimento emitem metais pesados perigosos para a saúde

O estudo liderado pela investigadora Célia Alves procedeu à queima de quatro tipos de pellets, um com selo de qualidade EN-Plus.

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Pellets para aquecimento emitem metais pesados perigosos para a saúde

Investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), da Universidade de Aveiro (UA), verificaram que partículas de metais pesados como o zinco, chumbo, ferro e arsénio são emitidas durante a queima de vários tipos de pellets à venda no mercado nacional.
     
O estudo liderado pela investigadora Célia Alves procedeu à queima de quatro tipos de pellets, um com selo de qualidade EN-Plus e os outros três tinham sido produzidos a partir de resíduos da indústria mobiliária e da construção civil, refere em comunicado a Universidade de Aveiro.

A atribuição do selo EN-Plus da norma europeia EN14961-2, de certificação de Pellets de Madeira para fins de Aquecimento, é da responsabilidade da Associação Nacional de Pellets Energéticos de Biomassa (ANPEB). Este selo deve garantir que o biocombustível é feito apenas com madeira sem casca e sujeito a testes físicos e químicos. Um selo que não é obrigatório, pelo que podem ser encontrados em comercialização diversos pellets que não estão sujeitas a qualquer tipo de controlo de qualidade.

O comunicado da UA refere que “os elevados teores de metais identificados pelos investigadores resultam da utilização, no fabrico das pellets, de resíduos de madeiras provenientes da indústria mobiliária e da construção civil que contêm colas e tintas ou que foram tratadas com biocidas para evitar a infestação”.

Sobre os pellets certificados pela ANPEB, a investigadora Célia Alves, citada em comunicado da UA, refere que “cumprem os limites de emissão em vigor em países onde a certificação dos equipamentos de combustão e dos biocombustíveis é exigida”. No estudo “não se detetam metais nas partículas emitidas, os restantes três tipos superaram os limites de emissão e as partículas revelaram a presença de metais pesados”.

Os metais pesados são potenciadores de múltiplas doenças respiratórias e de cancro, sendo que dos identificados nas emissões durante a queima dos pellets, «o mais perigoso, em termos de saúde pública, é o arsénio», indica Célia Alves, citada em comunicado da UA. A inalação do arsénio «provoca sérios problemas digestivos, hepáticos, renais, cardíacos e encefálicos que evoluem rapidamente».

A inalação de arsénio manifesta-se através de dor de cabeça, vómitos, sensação de formigueiro, icterícia e insuficiência cardíaca, e em caso de intoxicação crónica, Célia Alves, em comunicado da UA, refere que «as manifestações vão-se evidenciando gradualmente e baseiam-se em debilidade, perda de apetite, vermelhidão e úlceras na pele, dor de cabeça, inchaço e debilidade dos membros, problemas digestivos, renais, hepáticos e do ritmo cardíaco, com uma grave deterioração das funções mentais nas fases avançadas».

A investigadora reforça que “vários estudos epidemiológicos concluíram que, em regiões onde os níveis de arsénio são elevados, a taxa de incidência de cancro, sobretudo da bexiga, pele e pulmões, é significativamente mais alta”, pelo que “a exposição crónica a doses baixas de arsénio pode mesmo conduzir ao aparecimento de cancro”, lê-se no comunicado.

O estudo, desenvolvido no âmbito do programa LIFE+ e com financiado pelo projeto europeu AIRUSE, conclui que «é fundamental a adoção por todos os estados membros da União Europeia, à semelhança do que já fizeram, por exemplo, a Dinamarca, a Suíça, a Áustria ou a Alemanha, de normas que restrinjam a utilização de determinadas matérias-primas no fabrico de pellets», refere a investigadora.

Célia Alves, que neste estudo teve a colaboração da investigadora Estela Vicente, reforça a necessidade de haver “a imposição de processos de certificação dos vários equipamentos para evitar a comercialização de caldeiras, salamandras ou recuperadores ineficientes com elevadas emissões”.

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