Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,50 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,36 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,16 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,73 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,93 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 160,41 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,54 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 185,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 154,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 175,20 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,13 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,14 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.367,89 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.320,89 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,50 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 156,88 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 159,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 177,08 / cx
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Mapa promoverá congresso sobre agricultura de precisão em 2016

Uso desse conjunto de técnicas pode aumentar em até 67% rendimento da produção rural, diz chefe de mecanização e aviação agrícola do ministério.

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Um conjunto de ferramentas e tecnologias que possibilita ao produtor conhecer toda a área para cultivo de maneira mais completa e que pode ajudar a aumentar o rendimento em até 67%.  Essa é a denominada agricultura de precisão (AP). O chefe de mecanização e aviação agrícola do Mapa, Luís Gustavo Pacheco, explica como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) utiliza da AP para o benefício da agricultura brasileira.

Segundo ele, a AP compõe um sistema de gerenciamento agrícola baseado na variabilidade espacial e temporal da unidade produtiva e permite uma exploração mais racional dos sistemas produtivos, levando à otimização do uso dos insumos, ao aumento da lucratividade e da sustentabilidade e à minimização dos impactos ambientais. No Brasil, a AP foi introduzida no início dos anos 90, por meio da utilização de máquinas agrícolas com receptores GNSS (Global Navigation Satelite System), computadores de bordo e sistemas que possibilitavam a geração de mapas de produtividade. Os estados que mais usam a AP atualmente são Goiás, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

Qual é a importância da AP para o agronegócio brasileiro?

Luís Gustavo Pacheco – Esse sistema permite a utilização de estratégias para resolver os problemas de desuniformidade nas lavouras. São práticas que podem ser desenvolvidas em diferentes níveis de complexidade e com finalidades distintas. Consequentemente, com esta tecnologia, torna-se possível a disponibilização de grande quantidade de dados específicos da cultura, que podem subsidiar a tomada de decisões e reduzir a incerteza do negócio.Este é um diferencial importante para garantir a competitividade e sustentabilidade do agronegócio brasileiro, uma vez que estudos informam que a combinação destas tecnologias agrícolas pode aumentar o rendimento global das lavouras em até 67%.

Como a agricultura de precisão é utilizada na prática?

Pacheco – A AP está sendo utilizada principalmente nas culturas de milho, soja, café, cana, feijão. Além disso, também é utilizada na fruticultura, na pecuária de precisão e na irrigação de precisão. No Brasil, as soluções existentes estão mais focadas na aplicação de fertilizantes e corretivos em taxa variável, porém não se pode esquecer que AP é um sistema de gestão que considera as lavouras em todos os seus aspectos: produtividade, solo (características físicas, químicas, compactação etc), infestação de ervas daninhas, doenças e pragas. Assim, quanto maior a quantidade de dados coletados, mais acertado será o diagnóstico sobre a variabilidade presente nas lavouras analisadas. Dessa forma, a AP permite ao pequeno, médio e grande produtor rural a gestão de sua propriedade, na utilização dos insumos, na hora certa, no local adequado e na quantidade correta, promovendo o aumento da produtividade e sustentabilidade.

O que o Mapa tem feito para desenvolver a AP?

Pacheco – Desde 2012, o Mapa conta com a Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão. Em novembro deste ano, a comissão se reuniu com representantes das empresas de máquinas, equipamentos, pesquisadores, representantes das cooperativas e dos produtores para debater a criação da Classificação Brasileira de Ocupação (CBO), isto é, a identificação das ocupações no mercado de trabalho, para profissionais da área de AP. A comissão começou a organizar o Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão para outubro de 2016. O evento será realizado com apoio oficial do Mapa. Outra ação importante que o Mapa está acompanhando é criação do Laboratório de Agricultura de Precisão da Embrapa.

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