Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,34 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,25 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,66 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,88 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,42 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 161,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,40 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,58 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,63 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,62 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,48 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,49 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.359,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.307,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,56 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 153,36 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 174,61 / cx
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Meio Ambiente

Como tornar a agricultura mais sustentável

Os modelos agrícolas vêm sentindo os efeitos das mudanças climáticas. Para reverter essa situação é preciso partir para modelos mais sustentáveis de produção.

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Como tornar a agricultura mais sustentável

No Brasil, culturas como a da soja poderão ter redução de até 39% em sua área até 2040 por conta da baixa qualidade dos recursos naturais que permitem o plantio. O arroz, o feijão, e o milho também sofrerão diminuição na área apropriada para plantação. Nos Estados Unidos, por exemplo, a safra de lúpulos foi afetada no último verão por conta de condições ambientais atípicas, impactando diretamente a produção de cerveja.

A alteração nos padrões do clima global, a diminuição de terras cultiváveis e o impacto negativo na produção de bens básicos de alimentação são indissociáveis. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a produção agrícola contribui com mais de 17% do PIB, e com 18% do emprego do Brasil. Também ajuda na geração de energia elétrica do país, com a biomassa resultante das culturas. Aproximadamente 42% da energia de fonte renovável produzida no Brasil são compostas pela biomassa de cana-de-açúcar.

Grande parte das alterações nos padrões de cultivo também trará impactos na ocorrência de doenças, pragas e plantas invasoras. Estima-se que US$ 250 bilhões são gastos, anualmente, no combate a espécies invasoras nas plantações em todo o mundo. Só no Brasil, o custo pode chegar a US$ 100 bilhões por ano. A maior parte dos problemas se relaciona com a extinção de espécies nativas, gerando um desequilíbrio ambiental que impacta diretamente na capacidade de resiliência do ecossistema em questão, e na produção de qualquer cultura.

Alta produtividade e baixa emissão

A produção agrícola é considerada a segunda maior fonte emissora de Gases de Efeito Estufa (GEE) como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), responsáveis pelo aquecimento global. Ainda relacionada ao desmatamento de florestas nativas e à utilização de fertilizantes nitrogenados, a agricultura é responsável por mais de um terço das emissões de GEE no Brasil.

Na tentativa de reduzir e compensar as emissões do setor foi lançado o Plano Nacional para a Agriculta de Baixo Carbono (Plano ABC), contemplado na Política Nacional de Mudanças Climáticas, em vigor desde 2010. O documento tem como principal objetivo incentivar a agropecuária sustentável por meio do oferecimento de linhas de crédito para cultivos que associam alta produtividade e baixa emissão de GEE. Também com a intenção de auxiliar os produtores a entender e mensurar seus impactos ambientais, o World Resources Institute (WRI) possui o projeto GH Protocol Agropecuário, uma ferramenta lançada em 2012 e que tem como principal função a contabilização das emissões do setor de forma padronizada.

Familiar e mecanizada

Diversas ações podem ser úteis na tentativa de reduzir e compensar as emissões de GEE do setor agrícola. Entre elas está a mecanização do processo de colheita de cana-de-açúcar e de material particulado – partículas que, além de contribuir com o aquecimento global, também prejudicam a qualidade do ar, e têm efeitos negativos na saúde dos habitantes das comunidades próximas às plantações. Isso contribui não só para a redução dos impactos da produção agrícola como para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Em 2013, 58% das colheitas eram realizadas por meio de máquinas, sem a necessidade de queimadas.

A agricultura familiar é outra proposta para preservar o meio ambiente. O Programa Agroecologia (uma das vertentes do PRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) proporciona crédito para pequenos produtores rurais, cuja produção de alimentos tenha bases agroecológicas e orgânicas, e que cultivem sem o uso de pesticidas e agrotóxicos, equilibrando a relação entre o ser humano e o meio ambiente.

O grande desafio dos próximos anos será manter a produtividade aliada ao crescimento sustentável, garantindo os avanços na redução da pobreza e da fome, utilizando tecnologia que potencializa o alcance das necessidades dos seres humanos e que reduz os impactos socioambientais.

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