Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
Destaque Todas Páginas
Bioenergia

Mundo pode poupar US$ 4,2 tri se dobrar energias renováveis

Dobrar a participação de renováveis no mix mundial de energia até 2030 pode economizar US$ 4,2 trilhões anualmente a partir daquele data.

Compartilhar essa notícia
Mundo pode poupar US$ 4,2 tri se dobrar energias renováveis

Dobrar a participação de renováveis no mix mundial de energia até 2030 pode economizar US$ 4,2 trilhões anualmente a partir daquele data. É o que calcula um estudo da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), divulgado nesta quinta-feira, 17, em Berlim. Pela análise, o valor que pode ser salvo é 15 vezes maior que os custos de implantar esses sistemas, uma vez que a medida pode ajudar a evitar gastos relacionados à poluição do ar e provocados pelas mudanças climáticas.

O relatório REmap: Roadmap for a Renewable Energy Future (Caminho para um Futuro das Energia Renovável) recomenda ações para que a fatia de renováveis salte nos próximos 14 anos de atuais 18% para 36%. Esse aumento, aliado a outras ações de melhoria da eficiência energética, poderia limitar o aumento da temperatura média global a 2°C em relação aos valores de antes da Revolução Industrial, aponta o estudo.

Isso porque, com a mudança energética, seria evitada a emissão de 12 gigatoneladas de CO2 na atmosfera. O gás, emitido principalmente pela queima de combustíveis fósseis (como carvão e petróleo), é o principal contribuinte para o efeito estufa, que provoca o aquecimento do planeta e as mudanças climáticas. Esse total é cinco vezes maior que o que foi prometido pelos países no Acordo de Paris de redução por meio de energias renováveis.

As vantagens para o clima teriam impacto na saúde e na economia. Pelos cálculos do trabalho, menos poluição do ar pouparia 4 milhões de vidas por ano. Seriam gerados 24,4 milhões de empregos no setor em 2030 (em 2014 eram 9,2 milhões), e o PIB global seria alavancado em US$ 1,3 bilhão.

Irena é uma organização intergovernamental que apoia países em sua transição para um futuro energético mais sustentável. É a segunda vez que eles fazem esse relatório. Na versão atual, foram analisadas as ações atuais e as potenciais de 40 países do mundo, que juntos respondem por 80% da energia global utilizada.

Para o Brasil, aponta o estudo, seria possível elevar para 90% a participação de renováveis na geração de energia elétrica no Brasil até 2030 se a oferta global dobrar até aquele ano. Hoje é em torno de 73%.

De acordo com o trabalho, os planos atuais dos países elevam a fatia das renováveis para apenas 21% da produção energética do mundo até 2030. Para chegar aos 36% propostos, calculam os pesquisadores, seria necessário um investimento anual de US$ 770 bilhões até 2030, o que elevaria os custos do sistema de energia em US$ 290 bilhões por ano. Mas os gastos, dizem os autores, seriam superados em 15 vezes pelos ganhos. “Dobrar a participação de renováveis não só é factível como mais barato do que não fazê-lo”, defendeu Adnan Amin, diretor-geral da Irena em comunicado distribuído à imprensa.

O relatório defende que é preciso investir em renováveis não somente para geração de energia elétrica, mas também em transporte (com carros elétricos e biocombustíveis), edificações e indústria, além de em processos de aquecimento e esfriamento.

Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343