No projeto de pellets, a Raízen buscará agora contratos comerciais para expandir suas vendas após realizar testes do uso do produto na Alemanha
Raízen quer acelerar projetos renováveis a partir de biomassa

A Raízen quer acelerar seus projetos renováveis a partir de biomassa na próxima safra (2020/21), entre os quais a produção de etanol celulósico (a partir de bagaço e palha de cana), a produção de pellets e a nova planta de biogás, que será inaugurada em abril. Foi o que disse Ricardo Mussa, atual vice-presidente de logística do grupo e futuro CEO da empresa, em apresentação a investidores e analistas no Cosan Day, hoje em São Paulo. “Vocês vão ver a aceleração desses três projetos. Temos atuado neles e isso vai tomar corpo”, reforçou.
Segundo Mussa, a Raízen pretende licenciar tecnologias proprietárias desenvolvidas em sua planta de etanol de segunda geração (2G), anexa à usina Costa Pinto, em Piracicaba. “Como somos donos da tecnologia, se convencermos na Índia o governo a apoiar [o etanol 2G], posso licenciar a tecnologia”, afirmou. O executivo disse que “a tecnologia está provada” e que “chegou a hora de acelerar”. “O guidance ainda não tem esse número do etanol 2G”, disse.
No projeto de pellets (biomassa para a produção de energia), a Raízen buscará agora contratos comerciais para expandir suas vendas após realizar testes do uso do produto na Alemanha, mas que não pretende licenciar a tecnologia, como no caso do etanol 2G.
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Quanto à planta de biogás, produzido a partir de vinhaça (um subproduto industrial do processamento da cana) para a geração de eletricidade, Mussa disse que não vê dificuldade em vender a energia elétrica. “É uma tecnologia conhecida, um mercado conhecido, não temos dificuldade de vender energia elétrica e temos quantidade de matéria-prima enorme para explorar”, afirmou.





















