Brasil permanecerá como líder mundial nas exportações de carnes, segundo Departamento de Agricultura dos EUA.
Em 2006, Brasil permanece líder nas exportações de carne, diz USDA
Redação (31/03/06) – Nas previsões do USDA Departamento de Agricultura dos EUA, em 2006 o Brasil permanecerá como líder mundial nas exportações de carnes, respondendo isoladamente por 28% do comércio internacional. Isso corresponde à negociação de 5,5 milhões de toneladas das carnes bovina, suína, de frango e de peru, para um total mundial estimado em 19,6 milhões de toneladas. Para o USDA, o Brasil deverá continuar liderando as exportações mundiais das carnes bovina e de frango. As exportações de carne bovina deverão situar-se em 1,8 milhão de toneladas, representando 26% do total negociado internacionalmente, enquanto as de frango são estimadas em 2,9 milhões de toneladas, 41% do comércio mundial. Mas a grande novidade nesse ranking é a ascensão da indústria avícola brasileira ao posto de segundo maior exportador mundial de carne de peru (187 mil toneladas), superando a União Européia (170 mil toneladas) e ficando atrás apenas dos EUA (272 mil toneladas). Menos representativas na pauta exportadora de carnes, as exportações brasileiras de carne suína (previsão de 625 mil toneladas) deverão corresponder a 12% do comércio mundial. Com esse volume o Brasil se situa como o quarto exportador mundial, atrás de União Européia (1,450 milhão/t), EUA (1,250 milhão/t) e Canadá (1,110 milhão/t). Ou seja: para chegar ao volume previsto pelo USDA, vai ser preciso embarcar entre março e dezembro deste ano uma média mensal de 470,7 mil toneladas das três carnes – 52% a mais que o alcançado em janeiro-fevereiro e, também, um volume jamais registrado na história do setor. Será que vai dar?
Nesse setor, aliás, a evolução brasileira tem sido avassaladora. Em 2001, conforme o USDA, o Brasil respondeu por 12% de um mercado então estimado em 586 mil toneladas anuais. Se as previsões atuais se confirmarem, o mercado mundial terá evoluído perto de 11%, enquanto as exportações brasileiras terão aumentado 170%, passando a representar quase 29% do comércio mundial da carne de peru. Não escapa, de toda forma, que a exemplo do que ocorre com a carne de frango o segmento se encontra altamente dependente do mercado externo, as exportações absorvendo 60% do que é produzido internamente.Leia também no Agrimídia:
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Sem pretender jogar água na fervura: consideradas apenas as três principais carnes (bovina, suína e de frango), as exportações brasileiras deverão somar 5,325 milhões de toneladas em 2006. Só que, no primeiro bimestre do ano, os embarques somaram 617,9 mil toneladas, média mensal de, aproximadamente, 309 mil toneladas.




















