Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,58 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,42 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,31 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,53 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.286,52 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,92 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 172,37 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx

Mato Grosso perde R$ 630 milhões com as exportações

A defasagem cambial está impondo uma perda de cerca de R$ 630 milhões ao setor exportador mato-grossense neste quadrimestre.

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Redação (16/05/06) – Apesar de fechar o mês de abril com superávit de US$ 1,32 bilhão e contabilizar crescimento de 27,8% no acumulado de janeiro a abril deste ano em relação ao ano passado, a curva de ascendência das exportações estaduais começa a dar sinais de declínio, reflexo da crise no setor produtivo primário e da desvalorização do dólar frente ao real.

De janeiro a abril deste ano, a pauta estadual contabiliza US$ 1,41 bilhão em vendas e o mês de abril participa deste volume com US$ 381,72 milhões, cifras 27% inferiores se comparadas aos US$ 522,71 milhões realizados no mês anterior, março de 2006. Março foi o recorde dos recordes, aponta o coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Maurício Capilé.

O assessor econômico da Fiemt, Carlos Vitor Timo, vai mais longe na análise dos números da pauta estadual. A perda cambial para o Estado não é pior porque aumentou a quantidade física dos produtos vendidos, ou seja, foram exportadas mais toneladas para se compensar o baixo preço. Se analisarmos o crescimento da pauta em real, o índice é de 5,5%, sem descontar a inflação, ou seja, o percentual é nominal. Descontando os índices inflacionários, temos é um crescimento negativo das exportações. Isso tudo o setor exportador industrial já observava, mas só agora está mais visível, evidente.

Timo destaca que a análise leva em consideração a taxa média de câmbio em abril de 2005 (R$ 2,57) e a média em abril deste ano (R$ 2,12). O acumulado das exportações neste ano (US$ 1,41 bilhão) foi simulado como tendo sido convertido a R$ 2,57. Assim tivemos como mensurar a diferença entre as taxas de câmbio, explica.

O assessor frisa ainda que diante destes reflexos a pauta estadual tende a registrar queda daqui para frente. Na pauta de maio e junho teremos o reflexo do bloqueio de cargas imposto pelos produtores no movimento Grito do Ipiranga. Para o resto do ano vamos observar a redução no processamento da soja, em razão da redução no consumo de óleo e farelo de soja no mundo, resultado dos casos de gripe aviária.

Capilé acrescenta que o resultado de abril pode ser considerado um desastre em comparação ao desempenho que a pauta vinha contabilizando. Ele conta que os resultados extremamente positivos eram frutos da realização de contratos de exportação firmados lá atrás, como ocorre nas culturas da soja, carne e algodão.

DADOS DE ABRIL — Mato Grosso permanece em 10 lugar no ranking nacional. O complexo soja possui uma fatia ainda maior na pauta de exportações, atingindo 79% de participação. O total exportado no complexo é de US$ 1,125 bilhão, contra US$ 874,112 milhões exportados no período de janeiro a abril de 2005.

Houve um aumento significativo de 45% na quantidade exportada, acompanhado de aumento maior ainda de 52% no faturamento em dólar em função da elevação de preço do produto em 5% no período considerado. Em reais, o aumento do valor das vendas foi também expressivo de 26%, porém bem menor do que o aumento em dólar, por conta da defasagem cambial, resultando em queda de 13% na cotação em real do produto, exclama Timo.

No quadrimestre em comparação há redução no óleo e no farelo de soja. A quantidade exportada do óleo teve uma redução acentuada de 29%, que ocorreu em função da queda de 4% no preço internacional, resultando em faturamento 32% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em reais os resultados foram ainda piores, com faturamento 43,5% menor, puxados pela redução de 21% no preço do produto e perda nominal de R$ 27 milhões.

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