Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
Destaque Todas Páginas

Missão da UE vê ”incoerências” no Brasil

Porém, não há nada que possa levar a restrições à entrada da carne brasileira nos 27 países do bloco comunitário.

Compartilhar essa notícia

Redação (13/02/2009)- A primeira missão veterinária da União Europeia (UE) este ano ao Brasil encontrou "algumas incoerências" no sistema de controle animal no país, mas "nada catastrófico" que possa levar a restrições à entrada da carne brasileira nos 27 países do bloco comunitário. 

Foi o que declarou ontem ao Valor o diretor de Saúde Animal da UE, Bernard Van Goethem, na prática afastando novas pressões de produtores da Irlanda contra a carne brasileira. 

Van Goethem disse que a inspeção de veterinários europeus no Brasil, concluída no dia 2 deste mês, foi "normal e é inevitável que uma inspeção ache pequenos problemas", sem porém causar danos no comércio. "Agora não sei o que os brasileiros estão fazendo, se estão reforçando as auditorias, não tive nenhum contato com o lado brasileiro desde a volta da missão. Suponho que eles estão olhando o lado da auditoria", acrescentou. 

Van Goethem disse esperar que na média 100 novas fazendas brasileiras sejam certificadas por mês para exportar para a UE e para isso Bruxelas "acredita nas autoridades brasileiras para apresentar as fazendas que respondem aos critérios exigidos". 

Por seu lado, a missão brasileira em Bruxelas disse não ter recebido nenhum sinal de insatisfação do lado europeu, após a missão, e espera o relatório final dos veterinários para o fim deste mês. O Brasil terá 30 dias para eventuais esclarecimentos. 

A Irlanda, que sente o peso da concorrência brasileira, segue pressionando. Um dos diretores da Associação de Produtores da Irlanda (IFA, em inglês), Michael Doran, pediu a Bruxelas para agir contra o Brasil por causa de "persistente falha do país para respeitar os padrões europeus de identificação e rastreabilidade". 

Ele diz se basear em informações de que uma missão da EU Food and Veterinary Office (FVO) teria identificado irregularidades suficientes para reduzir a lista de fazendas brasileiras autorizadas a exportar para o mercado europeu. 

Doran exigiu a imediata publicação do relatório da missão da UE, e reclamou da "relutância" da Comissão Europeia de tomar medidas contra o Brasil baseadas em "sólidas conclusões da FVO". 

Em entrevistas em Dublin, ele afirmou que quando se trata do Brasil a UE "não está aplicando corretamente as regras e há influências de fora que vão acima das conclusões da FVO". 

Os irlandeses costumam acusar os italianos de influenciarem a UE para não punir a carne brasileira, pela necessidade do produto, inclusive para produção típica italiana, como a bresaola. 

Recentemente o Comitê de Agricultura do Parlamento Europeu voltou a discutir a carne brasileira, acionado pelo deputado irlandês Mairead McGuinness, que exigiu de Bruxelas "não relaxar as regras que se aplicam sobre as fazendas brasileiras que querem exportar para a UE". 

Segundo a imprensa irlandesa, Van Goethem teria respondido ao Parlamento que não esperava que o número de fazendas brasileiras certificadas para exportar para a UE aumentassem rapidamente no curto prazo. Ontem, o funcionário europeu repetiu que a UE acredita nas autoridades brasileiras para listar as fazendas capazes de atender critérios exigidos para a exportação. 

Assuntos Relacionados carnes
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329