Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Importação da Argentina vira alvo de debate

Encontro bilateral, marcado para 4 de março, em Buenos Aires, discutirá o Mecanismo de Adaptação Competitiva, a pedido dos argentinos.

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Redação (20/02/2009)- Alertado pelos produtores, o governo começou uma movimentação de bastidores para debater o "surto" de importações de produtos lácteos da Argentina. O Ministério do Desenvolvimento Agrário fez uma proposta oficial para incluir o assunto na próxima reunião da Comissão Bilateral de Monitoramento de Comércio Brasil-Argentina. 

O encontro bilateral, marcado para 4 de março, em Buenos Aires, discutirá o Mecanismo de Adaptação Competitiva, a pedido dos argentinos. O instrumento permite aos maiores sócios do Mercosul impor, em casos de forte e súbita elevação de importações, barreiras à compra de produtos do vizinho. A Argentina quer ampliar as restrições em vigor no regime automotivo, em têxteis e na "linha branca". 

O ministro Guilherme Cassel quer aproveitar a reunião para fechar um acordo de elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para importações de lácteos. A TEC está em 16%, mas o Brasil cobra uma tarifa de 27% permitida sob a lista de exceção. "Creio que, como o Mercosul exige um número par, poderíamos fixar uma nova TEC em 28%, por exemplo", diz Cassel. Aprovada a medida, o Grupo Mercado Comum (GMC) do Mercosul seria convocado para autorizar a nova TEC. Os produtores querem levantar barreiras como licenciamento não-automático e acordos de preços mínimos. 

Cauteloso, o governo avalia que uma TEC mais alta desestimularia a importação excessiva de lácteos em um momento adverso para o setor em razão da queda nos preços internacionais, o retorno dos subsídios à exportação, sobretudo pela União Europeia, e o aumento dos estoques mundiais. Em janeiro, o Brasil importou US$ 22 milhões em lácteos, 70% acima de janeiro de 2008 – 82% tiveram origem na Argentina. 

Os produtores apontam uma triangulação de lácteos da UE e da Nova Zelândia pela Argentina. O ministro Cassel afirma que está em jogo o interesse de 1,5 milhão de produtores de leite no Brasil. "São seis milhões de empregos apenas no setor primário", diz. 


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