Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Produtores discutem reflexos da crise no setor

Suinocultores solicitam do governo federal mediadas para diminuir impacto da crise.

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Redação (26/02/2009)- Lideranças dos produtores, indústrias e representantes políticos e produtores de suínos se reuniram, em regime de urgência, para tratar de assuntos de que envolvem o setor em meio a grande crise financeira que atinge o mundo. A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Comissão de Suinocultura da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) foram as idealizadoras da reunião que contou com todos os elos da cadeia produtiva.

Contando com o apoio de deputados Federais, membros da comissão de agricultura da Câmara dos Deputados, suinocultores compuseram pauta com as seguintes reivindicações: aceitação, pelo agente financiador, do estoque de carne e do plantel, como garantia no acesso ao crédito disponibilizado ao produtor integrado e do EGF de milho para agroindústria; elevação para R$ 20 milhões do limite para operações por CNPJ; medidas para dar liquidez aos créditos de PIS e COFINS das empresas; aceleração das ações governamentais para conquista de novos mercados e recuperação de mercados perdidos; discussão do “memorandum” de entendimento Brasil – Rússia; trocas governamentais de suínos por trigo com a Rússia; aquisições governamentais de 50.000 t de carne suína; draw-back verde amarelo; elevação dos limites de custeio pecuário para suinocultura independente; recriação linha de crédito de retenção de matrizes; que foram entregues ao ministro da agricultura Reinhold Stephanes.

Para Rubens Valentini presidente da ABCS, “o momento é de união, mas também de ações rápidas e eficientes, pois o produtor de suínos já está trabalhando nos limites da sua sobrevivência”. Segundo José Arnaldo Cardoso Penna, vice-presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) e da  ABCS, é preciso que as autoridades tenham conhecimento das grandes dificuldades que a suinocultura nacional está passando. Daí a importância desta reunião e do pleito gerado por ela.

Os produtores apontam o baixo valor do quilo da carne e o aumento do preço dos insumos como grandes obstáculos enfrentados pelo setor. “Sentimos que está difícil colocar o animal no mercado, mesmo com o preço insuportável que vem sendo praticado, sabendo-se que hoje, a cada animal terminado, o produtor está perdendo cerca de R$ 100” comentou João Bosco Martins, presidente da Asemg. 

Rubens Valentini, explicou a situação do setor no país “Os produtores estão no limite de suas possibilidades para garantir a sobrevivência no negócio”. Valentini acentuou a condição inovadora das sugestões referentes ao crédito rural (retenção de matrizes e custeio pecuário), através da qual o produtor poderia usar os animais como garantia junto aos bancos.

O Presidente da Comissão de Suinocultura da CNA, Renato Simplício Lopes, destacou a importância do setor aproveitar essa oportunidade para desenvolver “o grande potencial do mercado interno brasileiro”.

PERMUTA

Um dos principais itens discutidos na reunião com o Ministro, encaminhado pelas entidades cooperativas foi a possibilidade de concretizar a troca de trigo por carne suína nas negociações em curso entre o Brasil e a Rússia. O Ministro não chegou a dar uma resposta afirmativa, mas indicou que esteve reunido com os moinhos para discutir o assunto.

A princípio, os moinhos que no passado já importaram trigo da Rússia estariam dispostos a analisar essa possibilidade comercial, desde que as condições de preço e qualidade do trigo objeto da troca sejam compensatórias. O Ministro acredita que até o final da semana o governo deverá ter uma resposta sobre a viabilidade dessa operação. Camargo Neto ressaltou a importância da medida, considerando que “enxugar uma parte dos estoques provocaria um efeito positivo imediato sobre o mercado brasileiro”.

PARTICIPANTES

Participaram ainda do evento, Enori Barbieri, Vice-presidente da Federação de Agricultura de Santa Catarina, um dos principais estimuladores do evento; Elsio Figueiredo, da Embrapa Suínos e Aves; Genoir Poli, da Aurora; Raulino Machado, Vice-Presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso; José Cardoso Penna, da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais; J. Batista Manfio, da Associação dos Produtores do Paraná; Cléo Barbiero, da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul; Losivânio Lorenzi, da Associação dos Criadores de Suínos de Santa Catarina; Marcelo Lopes, da Associação dos Criadores do Distrito Federal; além de representantes do MAPA, do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior e de inúmeras empresas da a área processamento.

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